Pedro Sales chama Lula de “atraso”, Bolsonaro de “passado” e acirra debate político
Declaração direta expõe estratégia do pré-candidato de se afastar da polarização e mirar uma terceira via em 2026

O ex-presidente da Goinfra e pré-candidato a deputado federal, Pedro Sales (PSD), subiu o tom e resumiu o cenário político nacional em duas palavras: chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “atraso” e o ex-presidente Jair Bolsonaro de “passado”. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Domingos Conversa e escancaram a estratégia do político para 2026: fugir da polarização e apostar no nome de Ronaldo Caiado como alternativa.
Em entrevista, Pedro Sales foi direto ao ponto ao ser questionado sobre os principais nomes da política nacional. Sem rodeios, classificou Lula como “atraso”. Na sequência, ao falar de Bolsonaro, não poupou: “passado”.
As respostas curtas, mas carregadas de posicionamento, refletem a linha que o pré-candidato pretende adotar na corrida eleitoral. Ao longo da conversa, Sales tentou se descolar dos dois lados mais fortes da política brasileira e se definiu como alguém que ocupa um espaço intermediário.
“Eu estou no antipetismo, mas não estou no antipetismo bolsonarista”, afirmou, deixando claro que pretende dialogar com eleitores insatisfeitos com ambos os polos.
A estratégia inclui a defesa do nome do ex-governador Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República. Para Sales, Caiado representa justamente uma ruptura com o embate direto entre lulismo e bolsonarismo.
Segundo ele, o ex-governador segue uma linha própria e não pode ser rotulado apenas como oposição a um ou outro grupo político.
“Eu não vejo ele como ‘anti’ nada. Vejo ele seguindo um caminho próprio”, disse.
Pedro Sales ainda tentou reforçar a imagem de Caiado como gestor, destacando um perfil que mistura ideias liberais com ações sociais.
“É um cara de direita liberal que entregou resultados em áreas que normalmente são associadas à esquerda”, declarou, citando programas implementados durante a gestão estadual.
Com esse discurso, o pré-candidato aposta na construção de uma terceira via em 2026 — um caminho que, segundo ele, pode atrair eleitores cansados da disputa entre os dois principais blocos políticos do país.

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