Nem o "louco" Ciro Gomes aceita ser âncora do PSDB de Marconi
O isolamento tucano é tamanho que nem o presidenciável, sempre disposto a cutucar adversários, aceitou se misturar ao projeto de um partido que já não tem mais ninho, nem voo. O político pode se filiar ao União Brasil

A maré segue contra o ex-governador Marconi Perillo. Na mesma semana em que perdeu o último governador tucano, Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul — que assinou filiação ao PP na terça-feira (19) —, o presidente nacional do PSDB viu naufragar mais uma tentativa de dar fôlego à sigla. Até mesmo Ciro Gomes (PDT), que nos últimos dias chegou a ser citado como possível candidato do partido à Presidência em 2026, parece querer distância do barco furado tucano.
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Ciro até apareceu em Brasília, na convenção que formalizou a federação União Progressista (União Brasil + PP), e posou ao lado de Ronaldo Caiado (UB) e outros líderes de centro-direita. Mas deixou claro que não se trata de filiação e sim de “ato de cortesia”. Por outro lado, nos bastidores, circula a avaliação de que o ex-governador do Ceará pode até disputar o Senado numa chapa articulada pelo União, mas dificilmente topará ser a tábua de salvação de Marconi.
A leitura é simples: Ciro é um nome nacional, conhecido por disputar as duas últimas eleições presidenciais, mas a marca PSDB perdeu totalmente sua força.
O próprio Marconi, que já foi símbolo do tucanato no Centro-Oeste, hoje parece apenas colecionar derrotas à frente da legenda. O isolamento é tamanho que nem mesmo o “louco” Ciro Gomes, sempre disposto a cutucar adversários, aceitou se misturar ao projeto de um partido que já não tem mais nem ninho, nem voo.

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