O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou na última terça-feira (13) que considera o presidente da Câmara Municipal da capital, vereador Romário Policarpo (PRD), o nome “ideal” para ocupar a vaga de vice na eventual chapa do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás nas eleições estaduais. A declaração foi feita durante entrevista em que Mabel avaliava o desempenho de sua administração e comentava o cenário político para a sucessão no Palácio das Esmeraldas.
Daniel Vilela é o atual vice do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e aparece como pré-candidato da base governista para a disputa. Ao ser questionado pelo jornalista Domingos Ketelbey sobre quem seria o melhor nome para compor a chapa como vice, Mabel respondeu de forma direta.
“Eu gostaria que fosse o Romário. Para poder prestigiar Goiânia, eu gostaria que fosse o Romário Policarpo”, afirmou o prefeito. Segundo ele, além do peso político na capital, a escolha teria efeito prático na articulação eleitoral. “Eu acho que o Policarpo é um bom nome, os vereadores todos se engajariam na campanha do Daniel”, completou.
Romário Policarpo exerce atualmente o terceiro mandato como vereador e está à frente da Câmara Municipal de Goiânia pelo quarto biênio consecutivo. No comando do Legislativo desde 2019, foi reconduzido à presidência da Casa para o período 2025-2026 com votação unânime entre os 37 parlamentares.
Nas eleições municipais, Policarpo foi o terceiro vereador mais votado da capital e o mais bem colocado entre os reeleitos, com 11.496 votos. Nos bastidores, é apontado como um dos principais articuladores políticos de Goiânia e teve participação considerada decisiva na campanha de Sandro Mabel à Prefeitura em 2024.
Apesar de citado por Mabel como opção para a vice na chapa majoritária, Policarpo é pré-candidato a deputado estadual neste ano. A eventual mudança de rota dependeria de acordos partidários e da consolidação da estratégia da base aliada para a sucessão estadual.
A fala do prefeito reforça o protagonismo de Goiânia nas discussões eleitorais e sinaliza que a definição da chapa governista deverá passar, necessariamente, pelo peso político da capital no cenário estadual.