Justiça manda médicos retornarem ao trabalho e determina fim de greve
O órgão acatou uma representação da Procuradoria Municipal, que aponta que o movimento é ilegal

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou que o Sindicato dos Médicos de Anápolis (a 59 km de Goiânia) suspenda a greve sob pena de multa no valor de R$ 5 mil.
O órgão acatou uma representação da Procuradoria Municipal, que aponta que o movimento é ilegal. A decisão é da juíza de Direito Substituta em 2º grau, Camila Nina Erbetta Nascimento e foi publicada na última segunda-feira (18).
"Defiro o pedido antecipatório para determinar aos servidores da saúde do Município de Anápolis-GO que suspendam de imediato o movimento grevista deflagrado até o final da presente ação, dando integral continuidade à prestação do serviço público de saúde do Município de Anápolis/GO, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, sem prejuízo de sanções criminais e administrativas aplicáveis", diz trecho da decisão.
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Prefeito chama médicos de "irresponsáveis"
Conforme publicado pelo G5 News, o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP) fez duras críticas aos médicos que decidiram cruzar os braços na última sexta-feira (15). Nas redes sociais, o gestor afirmou que o movimento é totalmente fora de contexto e irresponsável durante a pandemia. Além disso, o prefeito prometeu acionar a justiça.
"É inconcebível, irresponsável e totalmente fora de contexto um movimento grevista neste momento. Enfrentamos uma das piores crises sanitárias da história deste país, elevando Anápolis como uma referência nacional no combate à Covid-19. Agora, o momento pede mais uma vez união e bom senso para enfrentarmos os desafios da pós-pandemia, retomando gradualmente todas as áreas que foram afetadas", declarou.
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Outro lado
Em nota, o sindicato disse que já determinou o retorno imediato dos médicos aos postos de trabalho. No entanto, alegou que o movimento não é ilegal e que apesar da decisão judicial, a categoria se manterá em estado de greve. "Todavia, deve ser mantido o estado de greve até a decisão do recurso a ser interposto junto à Corte Judicial e reconhecimento da legalidade do movimento", diz trecho da nota.
"O SIMEA ratifica que está sempre aberto às negociações, com intuito de solução dos graves problemas enfrentados pela categoria e o propósito de garantir melhor atendimento médico à população anapolina, que merece o respeito e atenção por parte do Executivo Municipal tanto para o correto planejamento, como a aplicação de recursos públicos para garantia do devido atendimento médico, direito constitucional dos cidadãos e dever do Poder Público", ressaltou.

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