Goiás fecha autódromo de Goiânia e determina reconstrução completa da pista
Circuito é interditado para troca completa da capa asfáltica, sem custos ao Estado. Governo afirma que falha foi pontual, mas decidiu reconstruir todo o pavimento para garantir o padrão exigido pela MotoGP e outras competições internacionais

A substituição de todo o pavimento será executada pela mesma empresa responsável pela obra original, dentro do período de garantia do contrato.
Goinfra
O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, foi totalmente fechado nesta terça-feira (28) para o início das obras de reconstrução completa da pista. A intervenção ocorre poucos meses após a reabertura do circuito e foi determinada depois que problemas na capa asfáltica vieram à tona. A previsão é que o autódromo volte a funcionar integralmente apenas em novembro.
Segundo a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (SEEL), a substituição de todo o pavimento será executada pela mesma empresa responsável pela obra original, dentro do período de garantia do contrato. Com isso, o governo afirma que não haverá qualquer custo adicional para os cofres públicos.
O cronograma prevê, inicialmente, a análise dos materiais e a definição do novo traço do asfalto. Em seguida, serão realizados a fresagem da pista, ensaios técnicos e a aplicação da nova pavimentação em todo o circuito. Após a conclusão dessa etapa, o asfalto ainda precisará passar por um período de cura antes de ser liberado para uso, procedimento considerado essencial para garantir a durabilidade e a qualidade exigidas pelas principais categorias do automobilismo e motociclismo.
A empresa responsável pela execução da obra solicitou a prorrogação do prazo inicialmente previsto para finalizar os serviços. Por isso, a reabertura completa foi remarcada para novembro.
Enquanto isso, os tradicionais treinos de ciclismo realizados diariamente no autódromo devem ser retomados antes, ainda em setembro. De acordo com a secretaria, esse tipo de atividade não provoca desgaste significativo no novo pavimento e poderá voltar assim que o recapeamento for concluído.
Problema apareceu poucos meses após reforma
A decisão de reconstruir toda a pista foi tomada depois que técnicos identificaram falhas na capa asfáltica poucos meses após a entrega da reforma que preparou o autódromo para receber novamente a MotoGP e outras competições nacionais e internacionais.
Durante coletiva realizada no mês passado, o secretário estadual de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, explicou que a intervenção foi motivada pela identificação de defeitos em um trecho específico do circuito.
"Houve alguns problemas pontuais detectados e o Governo do Estado de Goiás, reafirmando seu compromisso com a transparência, fez questão de chamar toda a imprensa para mostrar o compromisso que tem com a qualidade", afirmou.
Segundo o secretário, o principal problema foi o desprendimento da camada superficial do pavimento.
"Houve um problema no asfalto, que começou a descamar", declarou.
Ainda de acordo com Welington, a empresa responsável pela obra — a mesma que executou o asfaltamento do Autódromo de Interlagos, palco da Fórmula 1 — atribuiu a falha ao tempo insuficiente de cura do material utilizado.
"A empresa, que é a mesma que fez o Autódromo de Interlagos, palco da Fórmula 1, informou que houve um processo de cura que não teve o tempo suficiente", explicou.
Governo exigiu reconstrução completa
Embora o problema tenha sido identificado apenas em uma área da pista, o Governo de Goiás decidiu ampliar a intervenção para todo o circuito.
"Diante disso, preocupados com a qualidade da pista, exigimos que todo o circuito fosse recapeado", afirmou o secretário.
Segundo Welington Peixoto, a determinação partiu do governador Daniel Vilela para assegurar que o autódromo mantenha o padrão exigido pelas maiores categorias do esporte a motor.
"Mesmo sabendo que o problema foi pontual, não foi uma falha generalizada, o governador Daniel Vilela determinou que toda a pista fosse refeita. Não poderíamos correr o risco de entregar um autódromo que não estivesse no mais alto padrão de qualidade. Exigimos que a empresa refaça toda a capa asfáltica, sem qualquer custo para o Estado, já que o serviço está dentro do período de garantia", afirmou.
De acordo com o governo, a medida busca garantir a segurança dos pilotos e preservar a credibilidade do Autódromo Internacional Ayrton Senna como palco de grandes eventos nacionais e internacionais do automobilismo e motociclismo.
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