Ex-presidente da Câmara é alvo por “farra” com carro oficial e combustível pago com dinheiro público
O atual presidente da Câmara, Júlio Cesar Naves de Melo Filho, é acusado de omissão para abrir investiugação e foi formalmente notificado para que apresente explicação no prazo de 10 dias

Um caso com cheiro de escândalo político ganha força em Acreúna após o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) apontar que a Câmara simplesmente ignorou uma ordem para investigar uso indevido de recursos públicos. A suspeita envolve o ex-presidente Breno Alves de Oliveira e agora atinge diretamente a atual gestão, que pode ser punida por omissão.
A história começa com uma denúncia pesada: indícios de que bens públicos — incluindo veículo oficial e combustível — teriam sido usados para fins particulares durante a gestão de Breno Alves de Oliveira à frente da Câmara.
Diante da gravidade, o TCM determinou que a atual cúpula do Legislativo abrisse, em até 60 dias, um processo administrativo para apurar responsabilidades e cobrar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Mas o que veio depois acendeu o alerta máximo: o prazo venceu em julho de 2025 e, segundo o próprio Tribunal, nada foi feito.
Nem documentos, nem explicações, nem sinal de investigação.
O silêncio virou problema.
Agora, o presidente da Câmara, Júlio Cesar Naves de Melo Filho, e o controlador interno, Leonardo Marconi Siqueira Pontes Campos, foram formalmente notificados e terão apenas 10 dias para tentar se explicar.
Nos bastidores, a leitura é dura: a omissão pode ter servido, na prática, para travar o avanço das apurações.
A tentativa de reação, no entanto, já nasce limitada. O Tribunal deixou claro que não há mais espaço para discutir o mérito da decisão original — o caso já foi encerrado nessa parte e precisa apenas ser cumprido.
Na interpretação da Corte de Contas, o descumprimento não é um detalhe burocrático: é uma falha grave que impede a fiscalização e afronta diretamente a lei.
Se a omissão for confirmada, a punição vem no bolso: multa que pode chegar a 25% de R$ 20.713 para cada um dos responsáveis.
Mais do que isso, o episódio expõe um cenário político delicado: uma investigação sobre uso de dinheiro público parada e uma gestão atual sob suspeita de não cumprir ordens oficiais.
Agora, o relógio corre contra os notificados — e o caso pode ganhar novos desdobramentos, com responsabilização direta de quem deveria garantir a transparência.
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