Em ano eleitoral, Alego bate novo recorde de servidores comissionados
O crescimento se intensificou a partir de janeiro de 2023, com o início da gestão do deputado Bruno Peixoto (UB)

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) atingiu um novo recorde no número de cargos comissionados após sucessivos aumentos ao longo de 2025. Em dezembro, o total de servidores de livre nomeação política chegou a 5.712, impulsionado pela criação de novos postos e pela ampliação do limite de assessores por gabinete, que passou de 95 para até 120. As informações são do jornal O Popular.
O crescimento se intensificou a partir de janeiro de 2023, com o início da gestão do deputado Bruno Peixoto (UB) na presidência da Casa. Até dezembro de 2022, a Alego contabilizava 3.733 comissionados, o que representa uma alta de cerca de 65% em relação ao total registrado no fim de 2025, segundo levantamento com base em dados do Portal da Transparência.
Somente entre janeiro e dezembro do ano passado, foram feitas 583 novas nomeações. Em três anos, o aumento foi de aproximadamente 1,9 mil servidores sem vínculo efetivo. Com isso, o número de comissionados passou a ser 17 vezes maior que o de servidores concursados.
A relação entre cargos efetivos e comissionados tem sido monitorada pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) por meio de relatórios periódicos. Em maio de 2024, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) recebeu uma denúncia sobre possível excesso de cargos comissionados, mas não houve avanço no procedimento até o momento.
Embora não exista previsão legal ou constitucional que estabeleça uma proporção máxima entre cargos efetivos e comissionados, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam, como parâmetro, a distribuição de até 70% de cargos efetivos e 30% de cargos em comissão. Na Alego, o movimento tem sido inverso: o número de servidores concursados caiu de 336 no início de 2025 para 323 em dezembro.
O aumento das indicações políticas também impactou os gastos com pessoal. A folha de pagamento da Assembleia cresceu R$ 3,7 milhões nos últimos 12 meses, passando de R$ 36,6 milhões em janeiro para R$ 40,3 milhões no fechamento de 2025.
Em nota, a direção da Assembleia Legislativa de Goiás afirmou que as despesas permanecem dentro do orçamento aprovado e não ultrapassam os limites do duodécimo constitucional. A Casa também informou que os gastos com pessoal estão adequados à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que houve economia de cerca de R$ 200 milhões ao longo de 2025.

Marconi fala em voltar ao passado e apresentador rebate: "Prefiro pensar no Goiás do futuro"
Debate ocorreu durante o Jornal da Terra, na manhã desta segunda-feira (18)

Vanderlan e Gayer têm as maiores rejeições na disputa pelo Senado, aponta Paraná Pesquisas
Senador chega a 14,6% de rejeição, seguido pelo deputado federal, com 12,9%; líder nas intenções de voto, Gracinha Caiado aparece logo depois, com 11,5%











