Damares afirma que igrejas e líderes religiosos estão envolvidos na fraude do INSS e CPMI sofre pressões
Segundo ela, os entraves surgiram após a identificação de igrejas e líderes religiosos influentes como parte do esquema de desvios

Integrante da CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a comissão tem sido alvo de pressões constantes para dificultar o avanço das investigações. Segundo ela, os entraves surgiram após a identificação de igrejas e líderes religiosos influentes como parte do esquema de desvios envolvendo aposentados e pensionistas.
Em entrevista ao SBT News, neste domingo, a parlamentar declarou que há tentativas recorrentes de interferência nos trabalhos da comissão. Damares afirmou que o tema tem causado desconforto, inclusive pessoal, ao atingir instituições religiosas de grande porte.
“Estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade dizendo para não falar, não investigar, porque os fiéis vão ficar tristes”, afirmou a senadora.
De acordo com Damares, a CPMI tem enfrentado lobby de pessoas e instituições contrárias ao aprofundamento das apurações. Ela ressaltou que o alcance das investigações tem superado as expectativas iniciais dos parlamentares.
“Essa CPMI do INSS está chegando a lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito”, declarou.
Ainda durante a entrevista, a senadora avaliou que o trabalho da comissão representa uma “nova era” das CPIs no Congresso Nacional. Segundo ela, a CPMI deve apresentar resultados concretos e responsabilizar envolvidos de diferentes campos políticos.
Próximos passos da CPMI
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que os parlamentares devem apresentar, em fevereiro de 2026, um primeiro balanço do relatório preliminar sobre as atividades realizadas no ano anterior.
O encerramento oficial da CPMI está previsto para março, mas Viana defende a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. Segundo ele, o prazo atual é insuficiente para a análise completa da documentação recebida e para a oitiva de todos os depoentes ainda aguardados.

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