"A única frustração é que não cheguei à Presidência para tomar essa iniciativa", diz Caiado sobre PCC e CV
O político destacou a medida adotada pelas autoridades norte-americanas e afirmou que a decisão demonstra uma diferença de visão em relação ao tratamento dado à

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), comentou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Caiado aproveitou o anúncio para fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defender uma postura mais rígida no combate ao crime organizado.
O político destacou a medida adotada pelas autoridades norte-americanas e afirmou que a decisão demonstra uma diferença de visão em relação ao tratamento dado às facções criminosas no Brasil. "E o Lula os classifica como vítimas dos usuários de drogas. Vejam bem a diferença e o absurdo que está acontecendo em nosso país", declarou Caiado.
Caiado afirmou que, caso estivesse no comando do país, adotaria medidas semelhantes às anunciadas pelos Estados Unidos. O governador disse lamentar não ter chegado ainda à Presidência da República para implementar ações mais duras contra organizações criminosas.
"A única frustração minha é que não cheguei à Presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa, que pudesse mostrar para o mundo que no comando de Caiado realmente não teria espaço para corrupto e muito menos para faccionado no território brasileiro", afirmou.
O ex-governador voltou a associar o governo petista ao avanço da criminalidade e da corrupção, reforçando um discurso que tem adotado com frequência desde que lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
PCC e CV terroristas
A declaração ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar a inclusão do PCC e do Comando Vermelho em sua lista de organizações terroristas estrangeiras e de Terroristas Globais Especialmente Designados. A medida amplia mecanismos de sanções financeiras, restrições internacionais e ações de cooperação para combate às facções.
Na prática, a decisão pode permitir bloqueio de bens e ativos ligados às facções nos EUA; restringir movimentações financeiras internacionais; punir pessoas ou empresas que forneçam apoio material aos grupos e ampliar a cooperação internacional para investigação e combate às organizações.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que classificou PCC e CV como algumas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Anteriormente, o governo brasileiro manifestou preocupação com possíveis impactos sobre a soberania nacional e sobre a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

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