Polícia derruba esquema de desmanche de caminhonetes e faz "devassa" em lojas da Canaã; assista
Investigação aponta que veículos furtados em Minas Gerais eram desmontados em Goiânia e vendidos em peças na Canaã

Uma operação da Polícia Civil de Goiás, deflagrada na madrugada desta quarta-feira (29), cumpre oito mandados de busca e apreensão na Vila Canaã, em Goiânia, contra um grupo suspeito de receptar caminhonetes de luxo furtadas em Minas Gerais. Os alvos são três empresários da região e um comparsa, investigados por integrar um esquema de desmanche clandestino e venda ilegal de peças automotivas.
Desde as primeiras horas do dia, por volta das 5h, equipes da Polícia Civil se mobilizaram na região da Vila Canaã, um dos principais polos de autopeças da capital. A ação, coordenada pela delegada Rafaela Asse, inclui buscas em galpões, lojas e também nas residências dos investigados.
A movimentação chamou atenção dos moradores e comerciantes. Um helicóptero foi utilizado para dar apoio às equipes em solo, reforçando o cerco nos pontos alvos da operação.
Segundo a investigação, o grupo criminoso é suspeito de atuar na receptação de veículos furtados, além de adulterar sinais identificadores e operar um desmanche clandestino de caminhonetes de alto padrão. Os veículos seriam trazidos de Minas Gerais para Goiânia, onde eram desmontados e transformados em peças para venda no mercado ilegal.
As diligências desta quarta-feira são um desdobramento de uma investigação iniciada em julho do ano passado. Na ocasião, uma ação conjunta entre Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Científica localizou um galpão na saída para Guapó, onde funcionava um desmanche irregular.
No local, foram encontradas peças de pelo menos sete veículos com registro de furto ou roubo. Apesar da gravidade, ninguém foi preso na época, e o caso seguiu sob apuração.
Com o avanço das investigações, a polícia conseguiu identificar o envolvimento direto de quatro suspeitos — três lojistas da Vila Canaã e um comparsa — que agora são alvo das medidas judiciais.
Nesta nova fase, os policiais buscam apreender peças automotivas, celulares, computadores e outros materiais que possam comprovar o funcionamento do esquema e fortalecer o inquérito.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação, à medida que mais provas sejam reunidas.

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