Mulher trans tem cabeça arrancada e corpo jogado em lavoura com mãos amarradas
Conforme a Polícia Civil, Thayla havia sido detida recentemente por suspeita de tráfico de drogas, mas ainda não há motivação clara para o crime

Uma mulher trans de 25 anos, identificada como Thayla da Costa Vieira, foi encontrada morta em uma lavoura próxima ao estádio municipal de Sapezal (473 km de Cuiabá), nessa última sexta-feira (31).
O corpo apresentava sinais de extrema violência: Thayla estava com as mãos amarradas, a cabeça decapitada e ao lado do corpo, além de ferimentos causados por uma arma perfurante. A cena chocou moradores da região e levantou alerta sobre a crescente violência contra a população trans no estado.
Conforme a Polícia Civil, Thayla havia sido detida recentemente por suspeita de tráfico de drogas, mas ainda não há motivação clara para o crime.
O delegado Hugo Montenegro, responsável pelo caso, afirmou que as investigações estão em fase inicial e que a perícia foi acionada para analisar o local.
Este já é o segundo assassinato brutal de uma pessoa trans em menos de uma semana em Mato Grosso.
Na quarta-feira (29), a jovem transexual Ayla Pereira dos Santos, de 18 anos, foi encontrada morta em uma região de mata em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
O corpo de Ayla estava em uma cova rasa, amordaçado e com marcas de queimaduras nas costas, indicando tortura.
Junto dela, foi encontrada a amiga Anna Clara Ramos Felipe, também de 18 anos, cujo corpo estava escondido em uma moita, com sinais de queimaduras e violência.
O delegado Igor Sasaki, que investiga o caso, suspeita que as mortes tenham sido encomendadas por uma organização criminosa, mas ainda não há confirmação sobre o envolvimento das vítimas com facções.
Os casos revelam um cenário alarmante de violência contra pessoas trans em Mato Grosso. Segundo o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o estado lidera o número de assassinatos de pessoas trans na região Centro-Oeste em 2024, com oito casos registrados.
Além disso, Mato Grosso é o terceiro no ranking nacional de mortes violentas contra a população LGBTQIAPN+, com 24 casos, de acordo com o Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB).
A brutalidade dos crimes e a impunidade reforçam a necessidade de políticas públicas efetivas para proteger essa população marginalizada e combater a transfobia.

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