Guardas que usaram spray de pimenta contra estudantes dentro de escola são afastados
Caso é investigado pela Corregedoria da instituição e pela Polícia Civil, que destaca relatos de pânico dentro da escola, em Goiânia, onde cerca de dez crianças passaram mal.

Os dois guardas civis, nomes não divulgados, acusados de usar spray de pimenta em alunos da Escola Municipal Orlando de Moraes, no Residencial Orlando de Morais, em Goiânia, sem motivo, foram temporariamente afastados do serviço na rua enquanto os fatos ocorridos dentro da unidade de ensino, na terça-feira (03), são apurados.
Inicialmente, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) disse que foi à escola devido aos constantes relatos de brigas. Porém, a Secretaria Municipal de Educação disse que não tinha conhecimento desses casos de violência na unidade e nem da presença da Guarda.
Professora que não quis se identificar disse que alunos da escola costumam marcar “brigas” na porta da escola e estaria se tornando algo frequente. De tal forma, a GCM foi à unidade no dia dos fatos controlar a situação, porém, sem que houvesse nenhuma confusão, os guardas colocaram os alunos no pátio da escola para fazer advertências e, por algum motivo, ainda não explicado, usaram spray de pimenta contra os menores.
"Eles entraram, enfileiraram os alunos e foram conversar com eles. Os meninos não fizeram nada, não atacaram os guardas e, em um momento, eles jogaram spray de pimenta nos estudantes", explica a professora.
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Ela, então, levou algumas crianças para a sala de aula para se acalmarem e evitar ter mais contato com o spray de pimenta.
No mesmo dia, a GCM abriu inquérito interno na Corregedoria para apurar o caso.
“Caso seja comprovada ilegalidade na conduta dos agentes haverá punição de acordo com o que determina a lei”, diz a nota enviada pela guarda.
A Polícia Civil também investiga a situação. Pais de alunos e funcionários já foram ouvidos.
“Esses professores estavam em sala e o que eles mais presenciaram foi o pânico coletivo. Eles viram as crianças chegarem na sala, começarem a passar mal, olho ardendo, garganta fechando e isso foi gerando pânico que se alastrou por toda escola”, disse a delegada Josy Alves.

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