Ex-senador acusado de encomendar a morte da ex-mulher é preso na Grande Goiânia
Telmário Mota foi localizado e preso em Nerópolis na noite dessa segunda-feira (30), onde se escondia na casa de uma “conhecida”

O ex-senador Telmário Mota, apontado como principal suspeito pela execução da mãe de uma das filhas, Antônia Araújo de Sousa, 52 anos, morta com um tiro na cabeça, e até então dado como foragido, foi localizado e preso em Nerópolis, Região Metropolitana de Goiânia, na noite dessa segunda-feira (30), onde se escondia na casa de uma “conhecida”.
O paradeiro do ex-parlamentar foi identificado após cooperação e troca de informações entre a Polícia Militar (PM) e Polícia Civil (PC) de Goiás.
O crime foi registrado em Boa Vista, em Roraima, no dia 29 de setembro, quando Antônia saía para trabalhar foi abordada por bandidos e assassinada. Investigações levam a Telmário como mandante.
Segundo o delegado André Fernandes, Telmário, em fuga. usou um voo comercial para chegar a Brasília e ônibus para Goiás.
“A gente já tinha a casa que ele estava, ficamos de cumprir o mandar de prisão hoje no período da manhã, só que quando o coronel foi até o local para mandar a localização para equipe que ia fazer a campana, Telmário estava chegando em casa”, detalhou.
À polícia, Telmário disse que chegou a Goiás na última quinta-feira (26) e estava escondido na casa de uma conhecida.
Sobre a prisão, o delegado explica que o Coronel Lívio, da Polícia Militar, recebeu a informação sobre o paradeiro do ex-senador. Ele entrou em contato e equipes da PM e PC se reuniram à noite para cumprir o mandado de prisão.
Uma das filhas de Telmário o acusa de estupro no Dia dos Pais do ano passado. Antônia era uma das principais testemunhas sobre essas investigações e foi morta três dias antes de uma audiência sobre o caso, quando iria depor sobre o crime denunciado pela filha.
Sobre a denúncia de abuso sexual, o ex-parlamentar nega, diz que é perseguição política e que a filha teria problemas psicológicos.
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Telmário tem outras investigações nas costas
Ele também já foi investigado pela Operação Desvid-19, que apurou os desvios de recursos públicos no combate à Covid-19 em Roraima. É a mesma ação da qual o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que escondeu dinheiro nas nádegas, foi alvo.
Mota, na época em que esteve vinculado ao Partido Republicano da Ordem Social (Pros), também mantinha um ritual de depositar R$ 18 mil a cada 30 dias para uma pessoa física, chamada Daura de Oliveira Paiva, pelo aluguel de uma caminhonete. Desde então, o valor do desembolso, com verba da cota parlamentar, já chegou a R$ 437 mil.
O ex-senador Telmário Mota também já chamou o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Alexandre Saraiva, de “covarde” e “xiita”, após o policial ter encaminhado notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo investigação de condutas do político e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. De acordo com o documento enviado ao STF, Mota e Ricardo Salles “dificultaram a fiscalização ambiental”.

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