Com facão, vizinho invade casa e tenta matar professor na frente do filho; veja vídeo
Fabrício sofreu fraturas na face, costas, punhos e joelhos, mas já recebeu alta hospitalar

A tentativa de homicídio contra o professor de Direito do IFPR Fabrício Antônio da Silva mobilizou colegas, estudantes e a comunidade acadêmica nesta segunda-feira (8). O docente, que leciona no campus de Palmas (PR), foi atacado dentro de casa em Novo Hamburgo (RS) por um vizinho armado com um facão. A investida ocorreu diante da esposa e do filho do professor, que presenciaram toda a violência.
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas por familiares, registram o momento em que o agressor invade a residência, atravessa o quintal e desfere os primeiros golpes. Para tentar sobreviver e proteger a família, Fabrício reage e trava uma luta corporal com o homem, que só é contido após intervenção de terceiros.
As cenas mostram o agressor empunhando um facão e avançando de forma contínua contra o professor. A gravação também indica que o ataque foi direcionado, sem diálogo ou tentativa prévia de intimidação.
Fraturas e alta hospitalar
O professor sofreu fraturas na face, costas, punhos e joelhos. Ele recebeu atendimento médico e, apesar da gravidade das lesões, já recebeu alta hospitalar. Em nota enviada a colegas, agradeceu o apoio e afirmou que está se recuperando ao lado da família.
Suspeita de motivação racial
Relatos de pessoas próximas apontam que o vizinho já teria praticado atos racistas* contra a família. A Polícia Civil ainda não confirmou essa linha de investigação, mas deve ouvir testemunhas nos próximos dias.
O agressor foi levado do local sob escolta, segundo vizinhos. Até o momento, não há informações oficiais sobre seu estado de saúde, situação jurídica ou eventual prisão em flagrante.
Repercussão
Docentes e estudantes do IFPR manifestaram solidariedade ao professor e pediram que o caso seja tratado com rigor. Entidades ligadas à educação e movimentos de direitos humanos também cobraram celeridade na apuração, sobretudo diante da suspeita de motivação discriminatória.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirma que aguarda laudos e depoimentos para avançar na investigação. A família de Fabrício deve prestar novo esclarecimento nesta semana.

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