Bebês são trocados em hospital, unidade é investigada e servidores envolvidos suspensos
Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia, informou que foi aberto um processo administrativo para apurar causas e circunstâncias da troca de bebês.

A Polícia Civil investiga a troca de recém-nascidos no Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia (17 km da Capital). Os bebês nasceram no dia 29 de dezembro de 2021, mas o resultado do exame de DNA que confirmou a troca saiu apenas nessa segunda-feira (24).
A unidade de saúde informou, em nota, que "houve quebra no protocolo do hospital" e que com o resultado dos exames de DNA, feitos pela própria unidade, as duas famílias foram prontamente comunicadas sobre o ocorrido.
Com o resultado, o hospital registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo a delegada Bruna Coelho, responsável pelo caso, os documentos ainda não foram entregues à corporação, que investiga se houve identificação correta dos bebês e se o caso foi doloso ou culposo.
O advogado Eduardo Augusto, que representa uma das mães, disse, ao g1, que o diretor do hospital desconfiou da troca de bebês e que precisaria ser feito um exame de DNA. No entanto, como o resultado demoraria a sair, o diretor teria dito que a mãe poderia levar o bebê para casa.
Na segunda-feira (24), logo após saírem os resultados, as famílias foram chamadas ao hospital para a entrega dos exames. No entanto, o advogado alegou que o hospital não quis entregar os exames, alegando que deveria ser feita a contraprova.
Em nota, a unidade alegou que todo o resultado foi informado às famílias e que, por conta da emoção das mães, os documentos não foram entregues na data. O hospital negou que não quis mostrar os resultados e que, inclusive, eles teriam sido entregues a uma das famílias, que solicitou o documento.
O hospital informou ainda que foi aberto um processo administrativo, no dia 1º de janeiro, para apuração dos fatos e que os profissionais envolvidos na troca de bebês foram suspensos até o final da investigação.
Além disso, alegou que as informações foram entregues à Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) e ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), "para que auxiliasse o hospital na condução do caso".
A Polícia Civil aguarda os documentos para continuar com as investigações. Uma das mães esteve na delegacia nessa quinta-feira (27) para prestar depoimento.
Nota na íntegra
O Hospital São Silvestre informa que, de fato, houve uma quebra no protocolo do hospital no dia 29 de dezembro de 2021. A situação foi percebida quando da alta médica de uma das mães, sendo que de imediato as duas famílias foram comunicadas e foi solicitado pelo Hospital a realização de teste de DNA. As famílias se mostraram resistentes a todo momento a qualquer exame, o qual levaria quinze dias para ficar pronto (conforme determinação do laboratório responsável pelo exame).
O resultado do exame foi informado às famílias na última segunda-feira (24), todavia, devido a emoção da situação vivenciada, não foi entregue qualquer documento. Mas uma das famílias já procurou o hospital e já foi disponibilizado o resultado do exame. Sendo inverídica a negativa por parte do hospital de demonstrar qualquer documento ou exame realizado.
O hospital abriu um processo administrativo ainda no dia 1º de janeiro de 2022 para apuração dos fatos, e já houve a suspensão de vários envolvidos. Foi solicitada na quarta-feira (27), a abertura de investigação na Delegacia de Proteção a Criança e do Adolescente, para que auxiliasse o hospital na condução do caso.
Nesta quinta-feira (27), foi protocolado informação dos fatos ao Ministério Público, para que preste o mesmo auxílio.
O Hospital entende a gravidade dos fatos, e se coloca, como se colocou em todos esses dias, à disposição das famílias ao que for necessário a fim de tentarem encontrar o melhor caminho.

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