Gestão desastrosa na Educação faz Canedo “perder Fundeb” e CMEI alagar

Não é necessário recorrer a nenhum opositor ou crítico ao prefeito Fernando Pellozo para escancarar o “amadorismo” da atual gestão de Senador Canedo, principalmente na área da Educação básica. Perder investimento do Fundeb, recurso do Governo Federal, deveria caracterizar crime de “responsabilidade”.
A última foi deixar uma escola infantil alagar, crianças em meio à inundação, fugir da responsabilidade e “jogar” para cima da diretora, que, inclusive, já havia informado ao Executivo e pedido reformas. As imagens são impressionantes e assustam pela situação que comprova o descaso e abandono.
Como vereador, presidente da Câmara Municipal e morador desta cidade tenho o dever de me posicionar diante do desastre que está ocorrendo. Antes de analisar o contexto, quero deixar claro que meu objetivo não é fazer julgamento moral do prefeito, mas analisar o sentido social e a garantia de que todo brasileiro tem direito à Saúde, Educação e serviços de qualidade.
Vale ressaltar que proporcionar esses “serviços” não é favor e sim obrigação, já que a população, por meio dos impostos, “paga” pela qualidade, além de ainda “pagar” o salário do prefeito e de todo o Executivo para gerirem esses recursos e prestarem contas.
A corrupção é algo abominável e mata, porém, é crime e, se constatada, quem cometeu deve ser exemplarmente punido. No entanto, a incompetência, principalmente quando aliada a interesses pessoais colocados acima do dever de atender à população, também deveria ser criminalizada.
Um dos preços “altos” que a nossa querida cidade está pagando pela incompetência da atual gestão é o corte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em 2023.
Senador Canedo está entre os municípios considerados inaptos a receber a complementação “Valor Aluno Ano por Resultados” (VAAR), do Fundeb. O motivo é a “incompetência”.
O corte ocorreu porque o prefeito, juntamente com a Secretaria de Educação, não apresentou ao Governo Federal queda das desigualdades educacionais, socioeconômicas e raciais, uma das condicionalidades para receber o recurso.
Porém, Pellozo ainda não respondeu à população o porquê do erro. Incompetência dele e de sua secretaria, que deixou passar e perdeu a verba de investimento à Educação. Ou se não conseguiu chegar aos índices exigidos pelo MEC, também por incompetência e falta de trabalho responsável, impedindo a cidade de receber investimentos. Isso reflete no que vemos, uma gestão fadada ao caos.
Doeu na alma ver o menino Kauã, de apenas 11 anos, chorando em um vídeo pedindo algo básico: ônibus para ir à escola. Ele acorda às 5h da manhã, algo a se reverenciar e incentivar como exemplo a outros estudantes.
A falta de vagas nas unidades educacionais é outro problema que precisa ser resolvido. No entanto, não vejo movimentação do Executivo para solucionar.
Na semana passada, mais cenas tristes. Crianças do CMEI “Sinhazinha”, no Conjunto Margarida Procópio, tiveram a desagradável surpresa de ficarem ilhadas devido às chuvas.
Sem estrutura e com problemas por todos os lados, chove mais dentro que fora da instituição. E pior, a prefeitura, agora, tenta jogar a responsabilidade sobre a direção do centro educacional, como se a secretaria e o prefeito não tivessem nenhum tipo de responsabilidade.
Mas a preocupação de Pellozo não é essa, e sim, a presidência da Câmara, com a tentativa de golpe para me derrubar. O incômodo são as cobranças que partem do meu gabinete.
Antes de ser presidente do Legislativo, fui eleito vereador para fiscalizar, cobrar e exigir a correta aplicação do recurso público. Porém, como presidente não deixo de ser vereador.
E, em nome de todas as mães e pais, trabalhadores, pagadores de impostos de Senador Canedo, não cederei no meu compromisso e dever de acompanhar de perto estes casos e denunciar. Diferente de muitos, tenho um lado e é daqueles que me confiaram como representante, não fico em cima do muro e não tenho preço.
Tratar assim o ensino público nada mais é do que “Falta de Educação” com quem banca tudo isso. O contribuinte.
Carpegiane Silvestre, presidente da Câmara de Senador Canedo














