Com ajuda de Bolsonaro, PL quer comandar cidades mais ricas de Goiás
O partido do ex-presidente está de olho nas prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Rio Verde. A sigla tem grande chance de vencer nas quatro cidades.

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro como principal cabo eleitoral, o Partido Liberal quer comandar as cidades com os maiores PIBs do estado de Goiás: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Rio Verde.
Somados, os municípios representam 55,3% do PIB goiano em 2023.
Na capital, o escolhido para ser o candidato do partido é o deputado federal Gustavo Gayer, que pontua bem nas pesquisas das intenções de voto e tem chances reais de vencer a principal rival, a candidata do PT, a deputada federal Adriana Accorsi, além do atual prefeito Rogério Cruz (Republicanos).
Goiânia, que representa a maior fatia do PIB do estado, 22,2% (quase R$ 60 bilhões), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um dos principais alvos do partido.
A direita também está de olho em Anápolis, responsável por 6,6% do PIB (cerca de R$ 18 bilhões). Lá, o próprio Bolsonaro tem articulado o nome do ex-deputado federal Major Vitor Hugo, que, caso dispute, deve contar com o apoio do atual prefeito Roberto Naves (Republicanos) e do governador Ronaldo Caiado (União).
Caiado e Bolsonaro têm cerca de quase 80% de aprovação, cada, no município.
Aparecida de Goiânia, que segundo o IBGE é a terceira cidade mais rica de Goiás, com uma fatia de 6,3% do PIB, ou seja, dona de quase R$ 17 bilhões, será apoiada pelo Partido Liberal, que já bateu o martelo e vai apoiar o deputado federal Professor Alcides.
Alcides lidera todas as pesquisas de intenções de votos, inclusive em todos os cenários, e tem grande chance de vencer o atual prefeito Vilmar Mariano (MDB).
O quarto município que deve ter uma disputa forte entre concorrentes da própria direita será Rio Verde. Lá, o candidato de Bolsonaro será o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira. Ele inclusive deixou o PSD e se filiou ao PL. Rio Verde tem participação de 6,1% no PIB, valor que se aproxima de R$ 16,3 bilhões.
Lissauer, que lidera as pesquisas, deve concorrer contra o candidato do atual prefeito, Paulo do Vale (União), que não pode mais disputar o cargo por estar no segundo mandato. O gestor, que possui aprovação recorde, quer lançar seu secretário de Saúde, Wellington Carrijo, do MDB.
Em entrevista à imprensa nacional, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, já mandou recado de que a sigla vai ser empenhar para eleger 1.500 prefeitos, considerada uma meta ambiciosa.
Segundo ele, um “time de peso” será responsável por alavancar os resultados da sigla.
Na última eleição municipal, em 2020, sem Bolsonaro, o PL elegeu 349 prefeitos em todo o Brasil –alçando o comando
de mais 52 cidades na comparação com 2016, quando havia eleito 297 chefes municipais.














