Ione Borges, ícone da TV feminina, morre aos 73 anos vítima de insuficiência respiratória
A televisão brasileira amanheceu mais silenciosa neste domingo com a notícia da morte de Ione Borges, uma das maiores referências da comunicação voltada ao público feminino.

A apresentadora, que marcou gerações e ajudou a construir a identidade da TV Gazeta, faleceu aos 73 anos, vítima de insuficiência respiratória, deixando um legado sólido e reconhecido nacionalmente.
Uma carreira que moldou a TV feminina no Brasil
Ione iniciou sua ligação com a mídia ainda na infância, participando de programas infantis da Rede Record. Com o tempo, ganhou destaque como modelo e garota-propaganda, até ser convidada para ingressar na TV Gazeta, onde se encontraria com a história.
Sua grande consagração chegou em 1980, quando assumiu ao lado de Claudete Troiano a apresentação do programa “Mulheres”, que se tornaria um dos formatos mais duradouros, influentes e queridos da televisão brasileira. Juntas, elas revolucionaram o jeito de conversar com o público, levando debates sobre comportamento, culinária, atualidades, saúde, entrevistas e assuntos do dia a dia para dentro das casas do país inteiro.
Com postura firme, sensibilidade e voz acolhedora, Ione Borges criou um estilo de comunicação que se tornaria referência. Foi uma das primeiras mulheres a comandar um programa diário com autonomia editorial, algo raro na TV da época.
Depois do “Mulheres”, novos projetos e reconhecimento
Após quase vinte anos à frente da atração, Ione seguiu como uma das principais estrelas da casa, comandando o talk-show “Ione”, além de programas como “Pra Você” e “Manhã Gazeta”. Em 2010, decidiu se afastar do vídeo para cuidar da saúde, mas permaneceu com contrato vitalício na emissora, tamanho seu prestígio e importância histórica.
Ao longo da carreira, foi homenageada por publicações, colegas de profissão, artistas e instituições que reconheciam seu papel fundamental na evolução da programação feminina e no fortalecimento da presença das mulheres na televisão.
Um legado que permanece
Ione Borges deixa não apenas lembranças de programas marcantes, mas também a certeza de que sua contribuição transformou a comunicação brasileira. Sua forma humana e próxima de dialogar com o público se tornou escola para muitos apresentadores que vieram depois — especialmente mulheres que encontraram nela um espelho e uma porta aberta.
Gui Artístico e o portal lamentam profundamente sua partida e celebram sua história, sua generosidade diante das câmeras e o impacto que produziu em milhares de lares ao longo de décadas














