Renan Bolsonaro é indiciado por uso de documento falso e lavagem de dinheiro
Segundo a investigação, ele teria fraudado as contas da sua empresa RB Eventos e Mídia para obter empréstimos bancários milionários.

Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, ele teria fraudado as contas da sua empresa RB Eventos e Mídia para obter empréstimos bancários milionários.
A PCDF também indiciou o instrutor de tiros Maciel Alves de Carvalho, que seria sócio de Jair Renan na empresa. O caso está nas mãos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que pode oferecer ou não denúncia à Justiça.
De acordo com a PCDF, Jair Renan e Maciel Carvalho apresentaram documentos falsos ao banco Santander para conseguir empréstimos de R$ 157 mil, R$ 251 mil e R$ 291 mil entre 2022 e 2023. Os documentos mostravam um faturamento muito superior ao real da empresa, que atua na área de eventos e mídia.
O banco Santander, porém, não recebeu o pagamento dos empréstimos e entrou com uma ação de cobrança na Justiça do Distrito Federal em dezembro de 2023. O valor da dívida era de R$ 360 mil, com juros e multas.
A PCDF suspeita que o dinheiro obtido pelos empréstimos tenha sido usado para fins ilícitos, configurando lavagem de dinheiro. A investigação faz parte da mesma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Jair Renan em agosto de 2023. Na época, a polícia apreendeu celulares, computadores e documentos nos endereços do filho do ex-presidente em Balneário Camboriú (SC) e no Sudoeste (DF).
O advogado de Jair Renan, Admar Gonzaga, não quis comentar o indiciamento do seu cliente. Em agosto, ele disse que Jair Renan estava "surpreso, mas absolutamente tranquilo" com a operação. Maciel Carvalho não se pronunciou sobre o caso.












