Presidente espancava primeira-dama dentro da residencial oficial
“As amigas sabiam dos episódios de violência”, afirmou D’Alessandro em declarações à rádio

A ex-primeira-dama da Argentina, Fabiola Yáñez, falou publicamente pela primeira vez após denunciar o ex-presidente Alberto Fernández por “violência física e mental” no tempo em que foram casados. De Madri, onde vive agora, ela conversou o meio de comunicação argentino Infobae.
Visivelmente abalada durante a entrevista, Yáñez relatou episódios de “terrorismo psicológico”.
“A outra violência da qual fui sujeita durante muito tempo foi o assédio telefônico e o terrorismo psicológico. Essa pessoa passou dois meses me ameaçando dia sim, dia não, dizendo que se eu fizesse isso ou aquilo ele cometeria suicídio. Isso não se faz. Isso é um crime”, afirmou a ex-primeira-dama.
“A violência que existia antes era o assédio. Eu tinha que ficar ao telefone o dia todo, porque se não estivesse era como se estivesse fazendo uma coisa ou outra. Com isso, comecei a ficar cada vez mais trancada dentro do apartamento. “Não podia ir a um restaurante com os meus amigas”, acrescentou Yáñez.
Quando questionada se foi vítima de outros tipos de ataques, Yáñez se recusou a responder, dizendo que se tratava de uma informação que fazia parte do processo judicial e não podia comentar o assunto.
Ainda segundo o relato da ex-primeira-dama, inibidores foram instalados no carro que possuía para que o veículo fosse desligado se dirigisse para longe de casa.
A CNN tem feito esforços desde o sábado (11) para contatar a ex-primeira-dama para obter mais detalhes sobre o que foi dito ao Infobae, mas ainda não obteve resposta.












