Irã ataca Israel com drones
Tensão entre países aumentou após ataque israelense a consulado na Síria, que matou comandantes da Guarda Revolucionária iraniana. Neste sábado, Irã disparou drones em direção a Israel.

O Irã disparou neste sábado (13) drones em direção a Israel. O ataque se dá depois de Israel atacar um consulado iraniano na Síria, que resultou na morte de sete membros da Guarda Revolucionária Iraniana, incluindo um general.
O Irã tem o segundo maior contingente de tropas do Oriente Médio. (Veja detalhes abaixo)
As forças de segurança estavam alertas para o ataque iminente. Na sexta-feira (12), a Casa Branca disse que a ameaça de ataque do Irã é "real".
O ataque em Damasco marca a escalada da violência no Oriente Médio, intensificada pela guerra entre Israel e o grupo Hamas. O conflito chega ao sexto mês e soma mais de 33 mil mortos — 32 mil palestinos, segundo o Hamas, e 1.200 israelenses.
A morte do general da Guarda Revolucionária Iraniana é vista pelo Irã como um ataque direto ao país. O país prometeu retaliação.
Um levantamento feito pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) e atualizado pela última vez em fevereiro de 2023, mostra que o Irã tem um contingente militar de 650 mil pessoas e que a guarda, que é uma divisão importante das forças armadas iranianas, é responsável por 190 mil combatentes. Trata-se do segundo maior contingente do Oriente Médio, atrás do Egito.
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Bandeira do Irã perto de prédio atacado em Damasco, na Síria, em 1º de abril de 2024 — Foto: Firas Makdesi/Reuters
Já Israel tem 177,5 mil militares, entre Exército, Marinha, Aeronáutica e outras forças. Esse número, no entanto, não considera os reservistas, convocados quando há conflito.
O grande diferencial de Israel é a posse de bombas nucleares. De acordo com a Federação dos Cientistas Americanos (FAS), Israel é o único país da região que possui armamento nuclear, embora o governo israelense não reconheça possuir bombas.
O Irã tem enriquecido urânio a um nível próximo do necessário para se criar uma bomba nuclear, segundo um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) obtido em 2023 pela Agência France-Presse. No entanto, não há indícios de que o país tenha ogivas nucleares.












