Guerra no Irã eleva preços do combustível de aviação e afeta setor aéreo mundial
Conflito no Irã gera aumento histórico nos preços do querosene, forçando companhias aéreas a cortarem voos e aumentarem tarifas

A guerra no Irã está impactando gravemente o setor aéreo global. Companhias aéreas estão cortando rotas e ajustando suas projeções financeiras devido à alta nos preços do combustível e ao risco de escassez. Em abril, a previsão de crescimento da capacidade aérea despencou, passando de 5,4% para apenas 0,2%, segundo dados da consultoria Cirium.
O querosene de aviação, que já representa cerca de 30% dos custos operacionais das companhias, se tornou o principal fator de pressão financeira. Executivos do setor alertam que, se os preços do petróleo se mantiverem altos, essa porcentagem pode mais que dobrar. A Korean Air, por exemplo, informou que entrará em um “modo de emergência” para contenção de despesas.
A companhia havia projetado os preços do combustível em 220 centavos de dólar por galão, mas agora enfrenta valores próximos a 450 centavos, mais que o dobro do esperado. Outro operador, a Asiana Airlines, anunciou cortes em voos internacionais, suspendendo frequências para países como China e Camboja.
A crise é mais aguda na Ásia, que depende fortemente do petróleo importado do Oriente Médio. Companhias aéreas asiáticas foram as mais impactadas, levando a uma redução significativa na capacidade de oferta de voos.
As medidas de contenção incluem aumento nas tarifas e diminuição da oferta de assentos. Esta situação cria um cenário de incerteza, onde o planejamento a longo prazo se torna complexo e difícil para as empresas do setor aéreo.
O impacto da guerra no Irã continua a se espalhar, e o setor aéreo global permanece em alerta, preparado para lidar com as consequências de um mercado de combustível instável.













