Evangélicos que desejam o Apocalipse influenciam Trump sobre o Irã
A influência dos evangélicos nas decisões de política externa dos EUA é crescente, especialmente em relação ao Irã.

Em 23 de março de 2026, após o início da guerra contra o Irã, o reverendo John Hagee fez uma oração em sua igreja em San Antonio, Texas. Ele agradeceu ao presidente Donald Trump por suas ações contra os inimigos de Israel. Hagee acredita que Trump teve coragem de fazer o que outros presidentes não se atreveram.
Durante a oração, Hagee mencionou as profecias do livro de Ezequiel. Para ele, essas profecias indicam a ira de Deus contra a Rússia e o Irã. Esse tipo de discurso é comum entre líderes evangélicos que veem a atualidade como parte de um plano divino.
Um semanário do Marrocos recentemente publicou uma matéria afirmando que a Bíblia é usada por evangélicos como um guia para justificar ações militares contra o Irã. Essa visão é sustentada por uma ideologia messiânica que une Washington e Tel Aviv, resultando em conflitos armados.
Embora a afirmação possa parecer exagerada, eventos recentes corroboram a análise do semanário. A interpretação de profecias bíblicas entre evangélicos sugere que o retorno de Jesus e o fim dos tempos dependem de certos eventos geopolíticos relacionados a Israel.
Os evangélicos acreditam que a concretização de um Estado de Israel nas fronteiras mencionadas no Antigo Testamento é um passo crucial. Essa crença influencia diretamente a política externa dos Estados Unidos, especialmente em relação ao Oriente Médio.
O apoio dos evangélicos a Trump se baseia em sua postura agressiva contra o Irã. Essa relação entre religião e política gera preocupações sobre as implicações de um conflito mais amplo na região, onde a fé e a geopolítica se entrelaçam de maneira complexa.













