China critica interferência dos EUA em leilão no Brasil
O cônsul-geral da China em São Paulo, classificou como inaceitável a interferência do Estados Unidos nas atividades empresariais brasileiras.

O cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, fez declarações contundentes sobre a interferência política externa em atividades empresariais no Brasil. A fala foi uma resposta ao Kevin Murakami, cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, que havia comentado sobre o leilão do Tecon 10, megaterminal do porto de Santos.
Peng afirmou que a autonomia do povo brasileiro deve ser respeitada. Ele defendeu que o governo do Brasil tem a capacidade de escolher seus parceiros comerciais de forma independente, sem imposições externas.
A polêmica surgiu após Murakami afirmar que uma empresa chinesa não deveria vencer o leilão. O leilão vem se tornando um ponto focal na disputa de influência entre Estados Unidos e China, especialmente durante o governo de Donald Trump.
O edital para o leilão, que já sofreu repetidos adiamentos, pode ser lançado apenas em 2027. Essa indefinição gera incerteza sobre o futuro dos investimentos no setor portuário.
Em resposta, o consulado dos Estados Unidos expressou preocupações relacionadas à participação de empresas chinesas, citando questões de soberania e segurança. Essa narrativa, segundo Peng, dissemina informações falsas e manipula a opinião pública.
O diplomata chinês destacou que projetos de cooperação de empresas chinesas no Brasil têm trazido benefícios reais para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da população local.













