Trabalhadores da Cifarma realizam paralisação em Goiânia para cobrar salários atrasados
Durante o ato, os trabalhadores chamaram a atenção para problemas que, segundo a categoria, vêm se acumulando desde outubro de 2025.

Funcionários da indústria farmacêutica Cifarma realizaram uma paralisação na manhã desta quinta-feira (11), em frente à unidade da empresa, em Goiânia. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica e de Material Plástico no Estado de Goiás (Sind.Q.F.P-GO) e reúne trabalhadores que denunciam atrasos salariais, falta de depósitos do FGTS e outras irregularidades trabalhistas.
A mobilização teve início nas primeiras horas da manhã e contou com a participação de cerca de 200 funcionários, além de representantes de entidades sindicais de Goiânia e de municípios vizinhos. Durante o ato, os trabalhadores chamaram a atenção para problemas que, segundo a categoria, vêm se acumulando desde outubro de 2025.
De acordo com o sindicato, há relatos de salários pagos com até 20 dias de atraso, ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), dificuldades relacionadas ao pagamento do vale-alimentação e pendências envolvendo férias dos funcionários.
Os trabalhadores também reclamam das condições da alimentação fornecida pela empresa. Conforme as denúncias, a redução dos recursos destinados às refeições teria provocado situações em que parte dos colaboradores não consegue se alimentar devido à falta de comida.
Assembleia de pautas
Além da manifestação, será realizada uma assembleia para discutir e aprovar uma pauta de reivindicações. Entre os principais pedidos estão a regularização imediata dos salários, a quitação dos valores de FGTS em atraso, a normalização dos benefícios e melhorias nas condições oferecidas aos empregados.
A Cifarma está em processo de recuperação judicial e já responde a ações coletivas movidas pelo sindicato. Conforme a entidade, a empresa foi condenada recentemente pela Justiça do Trabalho ao pagamento de mais de R$ 3,4 milhões por irregularidades relacionadas ao recolhimento do FGTS referente ao ano de 2021.
O sindicato afirma que a paralisação ocorre de forma pacífica e dentro das garantias previstas na legislação trabalhista. A entidade também reforça que a participação dos empregados no movimento não pode resultar em punições ou demissões em razão do exercício do direito de manifestação.
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