PRF se pronuncia sobre "ascensão meteórica" da ex-loira do Tchan
Com menos de um ano na corporação, Silmara Miranda foi promovida ao posto de chefia da Comunicação Social, o que incomodou colegas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Distrito Federal emitiu nota de repúdio sobre as máteriais jornalísticas que falam da "ascensão meteórica" da servidora Silmara Miranda. Ela ficou conhecida como 'loira do Tchan', ao trabalhar como bailarina do grupo de axé É o Tchan.
O material foi divulgado primeiramente na coluna Painel da Folha de S. Paulo, pela jornalista Camila Mattoso. A policial, com menos de um ano na corporação, foi promovida para chefiar a Comunicação Social.
Segundo a PRF, Silmara prestou concurso no Amazonas. Entretanto, um recrutamento interno levou ela, e outros policiais com o mesmo tempo de atuação no órgão, para trabalhar em Brasília.
Ainda conforme a nota, a servidora é formada em Jornalismo há 12 anos e já trabalhou na áera. "Atualmente, ela cursa MBA em Jornalismo. Além de sua capacidade técnica, a escolha para chefiar a divisão de Comunicação Social da instituição foi devido a sua capacidade de gestão e seu espírito de liderança", explica.
A corporação disse ainda que o quadro de servidores não possui distinção de "gênero, cor, orientação sexual ou tempo de serviço" e não os utiliza como critérios para ocupação de cargos de confiança.
E finaliza: "A PRF repudia qualquer tipo de preconceito contra a mulher".
A matéria, que foi veiculada na segunda-feira (1º), mostrou que, após passar no concurso, em novembro de 2020, Silmara Miranda publicou uma foto ao lado do presidente Jair Bolsonaro.
A desconfiança teria sido apontada por colegas de profissão, que alegam que as funções de chefia são geralmente ocupadas por pessoas que estão há algum tempo no órgão.
Vários outros veículos de imprensa replicaram o material, o que levou o Diretor-Geral da PRF, Silvinei Vasques, a emitir uma nota de repúdio nesta sexta-feira (5).
Nota na íntegra
Na segunda-feira (1/11/2021), veículos de imprensa publicaram uma reportagem intitulada como uma possível "ascensão meteórica" da servidora PRF Silmara Miranda na Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Silmara prestou concurso com lotação inicial no Amazonas, entretanto, através de um recrutamento interno, ela e demais colegas com o mesmo tempo no órgão, foram trabalhar em Brasília.
Informamos que a servidora em questão é formada em jornalismo há 12 anos, já tendo atuado na área anteriormente. Atualmente, ela cursa MBA em jornalismo. Além de sua capacitação técnica, a escolha para chefiar a divisão de Comunicação Social da instituição foi devido a sua capacidade de gestão e seu espirítio de liderança.
Dentro dos nossos quadros de servidores não há qualquer distinção de gênero, cor, orientação sexual ou tempo de serviço como critérios para ocupação de um cargo de confiança. Para este fim, consideramos a competência; integridade; respeito com seus pares e com o cidadão; e eficiência.
A PRF repudia qualquer tipo de preconceito contra a mulher. Atualmente, contamos com uma relevante força de trabalho feminina em atividades administrativas e operacionais. Todas executam seus trabalhos com bastante profissionalismo, excelência e integridade.

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