Exame confirma troca de bebês na maternidade e mães destrocam filhos na delegacia
Resultados foram abertos na tarde desta terça-feira (08) na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) onde as famílias, delegada e advogados acompanharam os procedimentos.

O resultado do segundo exame de DNA, que comprovou a troca de bebês no Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia (17 km da Capital), foi entregue às famílias na tarde desta terça-feira (8). A entrega ocorreu na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde as mães destrocaram os bebês.
O momento foi marcado por muita emoção e as mães sairam chorando da delegacia. A delegada Bruna Coelho, titular da DPCA, e os advogados Eduardo Augusto e Estevan Ferreira acompanharam a entrega dos bebês para suas mães biológicas.
Nas images, feitas pelo O Popular, é possível ver as mães aos prantos logo após a destroca dos bebês, com quem conviveram por 42 dias.
O segundo exame foi solicitado após uma das mães apresentar resultado inconclusivo no primeiro DNA e a outra ter resultado negativo para a maternidade. Segundo a advogada Luciana Castro Azevedo, do Hospital São Silvestre, a unidade vai oferecer apoio psicológico e psiquiátrico às famílias.
Além disso, a advogada informou que quatro profissionais que atuaram nos dois partos foram afastados desde a notificação do caso e a direção do hospital ainda não definiu as medidas que serão tomadas em relação a eles.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil como crime de não identificação correta dos bebês, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Relembre o caso
Os bebês nasceram no dia 29 de dezembro de 2021, mas o resultado do exame de DNA que apontou a troca dos recém-nascidos saiu apenas na segunda-feira, dia 24 de janeiro.
No entanto, como um dos resultados deu inconclusivo, a Polícia Civil solicitou novo exame, que foi feito no dia 29 de janeiro. A troca dos bebês foi confirmada nesta terça-feira (8).
A unidade de saúde informou, em nota, que "houve quebra no protocolo do hospital" e que com o resultado dos exames de DNA, feitos pela própria unidade, as duas famílias foram prontamente comunicadas sobre o ocorrido.
O advogado Eduardo Augusto, que representa uma das mães, disse, ao g1, que o diretor do hospital desconfiou da troca de bebês ainda no dia do nascimento e informou que precisaria ser feito um exame de DNA. No entanto, como o resultado demoraria a sair, o diretor teria dito que a mãe poderia levar o bebê para casa.
No dia 24, logo após saírem os resultados, as famílias foram chamadas ao hospital para a entrega dos exames. O caso foi registrado na Polícia Civil pela própria advogada da unidade de saúde, Luciana Azevedo.
O hospital informou que foi aberto processo administrativo para a apuração dos fatos e que os funcionários envolvidos foram suspensos até a finalização das investigações.

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