"Amigo" acusado de matar Ariane é condenado a 15 anos de prisão
Enzo foi julgado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menor

Enzo Jacomini Carneiro Matos, que utiliza o nome social de “Freya”, foi condenado nessa segunda-feira (13) a 15 anos de prisão acusado de matar Ariane Bárbara,18 anos, em 2021, em Goiânia. A jovem foi morta por um grupo de amigos após chamá-la para lanchar.
Outros três amigos da vítima também participaram do crime, mas dois deles, Raíssa Nunes Borges e Jeferson Cavalcante Rodrigues, entraram com recurso e serão julgados em outra data. Ariane foi executada a facadas e jogada em uma mata do Setor Jaó.
Enzo foi julgado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menor, por convencer uma adolescente a participar do crime. Já em relação ao crime de corrupção de menor, o réu foi absolvido.
Relembre o caso
Ariane desapareceu no dia 24 de agosto de 2021 após falar para a mãe que iria sair com os amigos para lanchar e que eles pagariam. Como a jovem "desapareceu", a mãe registrou boletim de ocorrência, procurou a imprensa para ajudar a divulgar o caso e tentar encontrar a filha.
Segundo o delegado Marcos Gomes, que investigou o crime, a motivação do homicídio foi para descobrir se Raíssa, uma das acusadas, era psicopata. Para isso, o grupo tinha que matar uma pessoa para avaliar a conduta e reação após o assassinato. Ariane foi escolhida pelo grupo por ser pequena e magra, fator que os amigos consideravam fácil caso a vítima reagisse.
O advogado Cleib Bueno de Morais, que faz a defesa de Enzo, alegou que o cliente não sabia do planejamento da morte de Ariane e defendeu que ele deveria ser condenado apenas por ocultação de cadáver.
“Ele passou a ter conhecimento dentro do carro. Ele ajudou a ocultar o cadáver. Em relação ao homicídio, ele não tinha conhecimento. Ele também foi uma vítima de tudo isso. Depois de não ter mais opções dentro do carro, ele ficou no local”, disse o advogado, durante o julgamento.
Detalhes da morte
O delegado informou que a ação foi planejada um dia antes do crime e que os acusados cometeram o assassinato dentro do carro de Jeferson e escolheram uma musica que falava sobre homicídio durante o percurso. Como elaborado pelo grupo, Jeferson estralou os dedos, como sinal para os outros acusados cometerem o crime.
Veja o vídeo

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