Adolescente e menina de 2 anos, desaparecidas em Itumbiara, são encontradas em Goiânia
Informações apontam que Geovana, 14 anos, teria tirado a criança de casa, se apresentado como mãe e contado história de violência para conseguir comida e carona para “sumir” com a pequena Ana Luiza

Ana Luiza, 2 anos, e a adolescente Geovana, 14, dadas como desaparecidas desde o sábado (17), quando estavam na casa da criança, no Bairro Nossa Senhora da Saúde, em Itumbiara, foram encontradas no fim da tarde desta segunda-feira (19) no Setor Orlando de Morais, em Goiânia. Vizinha reconheceu as meninas na região e comunicou a polícia.
De acordo com a denúncia, a adolescente estava na casa da criança conversando, ainda no sábado (19). Em determinado momento, a mãe de Ana Luiza foi tomar banho e quando voltou tanto à adolescente quanto a filha tinham “desaparecido”.
As primeiras informações que a família recebeu foram de que as duas meninas tinham passado numa outra casa, ainda na cidade, onde Geovana se apresentou como mãe de Ana Luiza e pediu comida para as duas.
Em seguida, deixaram o endereço e foram para Araporã, cidade mineira, que fica na divisa com Itumbiara, onde a adolescente conseguiu carona para continuar a fuga.
A avó de Ana Luiza, Luíza Patrícia Brito, conta que encontraram o motorista que teria dado carona para a adolescente e ele teria contado que Geovana se apresentou no posto de combustíveis como mãe da criança e contado a história de que estava fugindo do marido.
O homem disse que pagou comida para as meninas e apenas isso, depois foi embora. Outra informação [é de que Geovana teria pedido a um funcionário do posto fralda e sabonete para cuidar da “suposta filha”, Ana Luiza.
Com o trabalho de divulgação do desaparecimento das meninas na imprensa, uma mulher da região do Orlando Morais identificou as duas após as reportagens e ligou para polícia. Os agentes seguiram ao endereço e confirmaram ser Geovana e Ana Luiza.
Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e pela Delegacia Especializada de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Itumbiara e demais informações se encontram em sigilo.
Familiares de Ana Luiza falaram sobre o desespero para encontrar a menina de 2 anos.
"Cada minuto que passava ficava uma aflição, desespero só aumenta", explicou uma tia.

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