Inflação acumulada encolhe o real e R$ 100 hoje compram o mesmo que R$ 12,71 no passado
Especialistas e críticos divergem sobre impactos da política fiscal e fatores globais

A desvalorização acumulada do real ao longo dos anos provocou um forte impacto no bolso dos brasileiros. Uma cédula de R$ 100 hoje tem capacidade de consumo equivalente a apenas R$ 12,71 em comparação ao início do plano econômico, o que representa uma perda de cerca de 87% do valor da moeda.
O cenário reacendeu o debate econômico e político. Setores críticos e de oposição atribuem parte da pressão inflacionária a decisões da atual gestão federal, apontando que a expansão de gastos públicos e a falta de maior controle fiscal elevam a percepção de risco no mercado, pressionam o câmbio e encarecem o custo de vida.
Por outro lado, analistas ressaltam que a inflação é um fenômeno multicausal e acumulativo. O avanço dos preços envolve fatores globais, flutuações do dólar, custos de combustíveis, oscilações na produção de alimentos e decisões econômicas adotadas ao longo de sucessivos governos. Na prática, a alta é sentida com mais força em itens básicos como alimentação e serviços, afetando principalmente as famílias de menor renda.



