Grupo de sindicatos propõe ao governo Lula ajuste médio de 4% até 2026
Governo ainda vai avaliar parâmetros da proposta; reajuste do mínimo para R$ 1.320 neste ano já é considerado pelos sindicatos

As centrais sindicais entregaram nesta segunda-feira ao governo Lula uma proposta de reajuste do salário mínimo com média de 4% ao ano, até 2026. O cálculo considera uma taxa fixa 2,4% ao ano, acrescida das perdas pela inflação e variação do PIB de dois anos atrás.
A justificativa é recuperar as perdas acumuladas depois de 2019, quando o governo Bolsonaro passou a considerar apenas o reajuste pela inflação. A política de valorização do mínimo - bandeira dos governos do PT - tinha o PIB como principal indexador.
Para tratar do tema foi instituído um grupo de trabalho e o primeiro encontro ocorreu nesta segunda, com a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Na reunião estavam represenates do Dieese e de entidades como Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB e Noca Central.
O documento entregue ao governo está dividido em dois cenários. O primeiro tem três indexadores (válido para os anos de 2024, 2025 e 2026) e o segundo com dois indexadores (válido a partir de 2027).
Proposta para os próximos 3 anos: INPC + PIB de 2 anos atrás + 2,40% ao ano (referente à recuperação da perda da não aplicação da política de 2019 a 2022)
Proposta de longo prazo: INPC + PIB de 2 anos (com a definição de um piso mínimo para ajuste de 2,4%).
Com Agência O Globo.










