União Progressista estreia com discurso contra Lula, mas segue agarrado ao governo

PP e União Brasil oficializam nesta terça (19) a federação União Progressista com discursos de oposição ao governo Lula (PT). O tom será de enfrentamento, com defesa de ajuste fiscal e menos impostos, mas a movimentação tem mais cheiro de cálculo eleitoral do que de ruptura política real.
Os dois partidos seguem firmes em ministérios estratégicos — Comunicações, Desenvolvimento Regional, Esporte e Turismo — além da Caixa Econômica e da Codevasf, cobiçada por emendas e obras nas bases. O discurso é de oposição, mas a prática mostra apego ao poder.
Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União) ensaiam se afastar de Lula, mas enfrentam resistências internas, especialmente de Davi Alcolumbre, que não abre mão de manter indicações no governo. A saída prometida sempre é adiada, agora empurrada para abril, quando o jogo eleitoral estará mais claro.
A federação nasce com a maior bancada no Congresso e o maior tempo de TV, tornando-se peça-chave para 2026. Mas a estratégia é simples: bater no governo para manter a narrativa de oposição, enquanto preservam os cargos que garantem caixa e influência nas bases.












