Filiação de Mendanha no PSD aponta para início de aliança que pode levar Caiado ao Planalto
A sigla comandada por Gilberto Kassab não é uma coadjuvante na política brasileira. É o partido com a maior bancada no Senado, com grande número de deputados federais e maior quantidade de prefeitos no país

A filiação do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e pré-candidato ao Senado, Gustavo Mendanha ao PSD, com direito a afagos públicos entre Ronaldo Caiado (UB) e Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, tem um significado político que ultrapassa as fronteiras de Goiás. O evento não foi apenas local — foi um gesto estratégico, um ensaio do que pode se repetir no cenário nacional em 2026.
O PSD não é um coadjuvante na política brasileira. É o partido com a maior bancada no Senado (15 cadeiras), 42 deputados federais e, agora, o recorde de 888 prefeitos eleitos em 2024. Quem carrega esse peso político não se movimenta por acaso.
O discurso de Kassab foi claro: há espaço para uma aliança formal entre o PSD e um projeto nacional liderado por Caiado, pré-candidato à Presidência. O alinhamento em Goiás, com Kassab, Caiado e Daniel Vilela no mesmo palanque, serve como laboratório político e sinaliza um modelo possível para o país.
Caiado, que hoje flerta com a centro-direita órfã de uma liderança robusta, encontra no PSD um parceiro com capilaridade, estrutura e disposição para discutir protagonismo nacional. Lembrando ainda, que Kassab é homem forte do governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve disputar a reeleição no estado com maior população do país. Caso isso aconteça, o apoio do governador de São Paulo a Caiado tem tudo para acontecer.
Se Goiás virou vitrine do discurso de gestão eficiente, a aposta é clara: repetir a fórmula em escala nacional. A política goiana, muitas vezes subestimada, pode ser o embrião de uma coalizão competitiva para 2026.













