Ex-governador que saiu algemado agora quer ensinar como não quebrar o Estado

Marconi Perillo (PSDB) decidiu que é hora de dar aulas de administração pública. Em um vídeo que circula nas redes sociais, o tucano, que agora ensaia um retorno ao Palácio das Esmeraldas, lista três lições que, segundo ele, aprendeu na cadeira de governador. Entre dicas sobre "tomada de decisão" e "cobrança de resultados", Perillo arrisca a máxima de que "o governo não quebra por falta de dinheiro".
Para quem acompanhou os anos de tucanato em Goiás, a aula soa como um exercício de surrealismo ou, na melhor das hipóteses, um esquete de humor involuntário. Afinal, a memória dos goianos é teimosa e não esquece que a gestão de Perillo terminou justamente sob a sombra de um estado que, para muitos, ficou com as contas na UTI — e o próprio ex-governador, com a reputação em xeque após as batidas da Polícia Federal.
Ouvir o "Professor" falar que "se você não cobrar resultado, o sistema para" é, no mínimo, um toque de ironia fina. Perillo, que conhece como poucos os bastidores de um governo, parece ter esquecido de um detalhe: na sua gestão, o sistema não apenas parou; ele precisou de intervenção externa. É o famoso "faça o que eu digo, não faça o que eu (e a PF) fiz".












