Ameaça de fechar SUS em Nerópolis tem cheiro de armação política e campanha antecipada
O que parece é que o atendimento do único hospital da cidade virou munição política. E do lado de lá da trincheira, a crítica partiu de alguém que foi candidata nas últimas eleições e perdeu, mas está de olho em 26.

O anúncio de um possível fechamento do atendimento pelo SUS no Hospital Sagrado Coração de Jesus, em Nerópolis, acende um alerta no meio político que deve chegar, agora, ao conhecimento da população. O pano de fundo dessa história vai muito além da falta suposta falta de repasses. A crise, ao que tudo indica, é mais política do que financeira — e revela um embate direto da antiga candidata à prefeitura, que hoje comanda a unidade de saúde, Elisa da Saúde.
Segundo a direção do hospital, a suspensão dos atendimentos seria consequência de atrasos nos repasses por parte da Prefeitura. A resposta veio rápida e dura. A gestão do prefeito Dr. Luiz (UB) não só negou qualquer pendência como acusou a administração do hospital de mentir e manipular a opinião pública com objetivos eleitorais.
De acordo com os dados divulgados pelo próprio Executivo, quase R$ 20 milhões foram transferidos para o hospital nos primeiros seis meses de gestão — número robusto que enfraquece a narrativa de abandono. Somente para o serviço de urgência e emergência, o valor mais que dobrou. No caso do pronto-socorro, há, inclusive, repasses já aprovados pelo Conselho Municipal de Saúde e em fase de pagamento. Ou seja: o dinheiro está fluindo, embora o barulho indique o contrário. Leia mais sobre o assunto aqui
O que parece, de fato, é que o episódio virou munição política. E do lado de lá da trincheira, a crítica partiu de alguém que foi candidata nas últimas eleições e perdeu. A prefeitura não poupou palavras: classificou a fala da diretora como “irresponsável” e com “claros interesses políticos”.
O que está em jogo, portanto, é mais do que a gestão da saúde — é o controle do discurso público, a formação de narrativas e a preparação de terreno para 2026. Em vez de diálogo e compromisso com o bem-estar da população, o episódio foi transformado em palanque antecipado.
Enquanto isso, quem sofre é o povo de Nerópolis, usado como escudo em uma guerra promovida por quem não conseguiu vencer nas urnas e agora tenta jogar com a saúde do povo.















