Justiça solta prefeitos acusados de montar "esquemão" para fraudar licitações
Apesar do relaxamento da prisão, o desembargador Sindey Dallabrida, impõe aos prefeitos uma série de restrições.

A Justiça de Santa Catarina determinou a soltura de quatro prefeitos presos sob suspeita de desvio de verbas públicas. Clori Peroza (PT) de Ipuaçu, Fernando de Fáveri Marcelino (MDB) de Cocal do Sul, Marcelo Baldissera (PL) de Ipira e Mário Afonso Woitexem (PSDB) de Pinhalzinho tiveram suas prisões preventivas substituídas por medidas cautelares.
A decisão, proferida pelo desembargador Sindey Dallabrida, impõe aos prefeitos uma série de restrições. Eles estão suspensos do exercício de suas funções públicas, proibidos de acessar as prefeituras municipais onde os supostos crimes ocorreram e de contatar outros envolvidos no caso, testemunhas ou entre si. Além disso, não podem se ausentar de suas comarcas por mais de três dias sem autorização judicial e devem comparecer a todos os atos processuais.
Operação Fundraising investiga desvio de verbas públicas
A Operação Fundraising investiga uma suposta quadrilha que fraudava licitações para desviar verbas públicas. O grupo, que se apresentava como consultor e assessor para captação de recursos públicos, supostamente direcionava licitações para empresas fantasmas em municípios catarinenses.
O nome da operação, "Fundraising", que em inglês significa "arrecadação de fundos", faz referência à metodologia utilizada pelo grupo para facilitar a captação de recursos e, posteriormente, desviar as verbas públicas.
A investigação continua em andamento, e a Justiça segue acompanhando o caso para garantir que os responsáveis pelos desvios sejam devidamente punidos. A substituição da prisão preventiva por medidas cautelares representa um novo capítulo no caso, e seus desdobramentos ainda são incertos.













