Presidente da Câmara de Anápolis manda arquivar PAD de servidor envolvido em "terrorismo" aos Poderes
Parecer da Procuradoria do Município aponta que fotografias e vídeo confirmam apenas a presença de Pablo Moura no "8 de janeiro", mas não que tenha participado das invasões e vandalismo

O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Domingos Paula (PV), acatou o parecer da Procuradoria da Câmara Municipal, que apontou que fotografias e vídeo que mostram o servidor Pablo Moura durante os “atos terroristas” no 8 de janeiro, em Brasília, comprovam apenas a presença e não que o investigado tenha cometido atos de vandalismo às sedes dos Poderes, para mandar arquivar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investigava a conduta do funciionário público.
Domingos Paula acrescentou ainda que qualquer medida deve ser tomada pelo vereador Suender, responsável pela contratação do servidor na Casa de Leis.
“O parecer da Procuradoria da Câmara Municipal destacou que, muito embora a denúncia que deu causa a abertura do PAD [Processo Administrativo Disciplinar] tenha apresentado fotografias e vídeo, as mesmas confirmam tão somente a presença física do denunciado servidor Pablo Ferreira Moura na manifestação, não havendo nenhuma outra prova que demonstre, categoricamente, seu envolvimento nos atos de vandalismo e de depredação do patrimônio público”, ressaltou a casa de leis em comunicado.
Vale ressaltar que o próprio servidor registrou as filmagens e publicou em suas redes sociais mostrando a participação nos atos tidos como "terrosristas" e que vão contra a democracia brasileira.
A denúncia da participação do servidor em Brasília foi protocolada na Ouvidoria Geral da Câmara Municipal, na qual aponta que o próprio vereador Suender, chefe do servidor, incentivou a ida do funcinário a Brasília.
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O vereador Suender disse que a participação de seu servidor teve a “liberdade de ação e pensamento”, alegando ser favorável a “qualquer movimento ou manifestação ou posicionamento político, desde que seja de forma pacífica e ordeira”. O parlamentar informou ainda que conversou com o servidor e ficou constatado que ele esteve em Brasília, mas garantiu que não participou do vandalismo.
Diante disso e com todos os depoimentos colhidos, o documento aponta que “as fotos apresentadas não servem como meio de prova que o servidor participou das depredações no Congresso”, assim entendeu a Procuradoria e o caso foi arquivado.













