Bando que roubou R$ 50 milhões de empresário em Anápolis entra na mira da polícia; veja fotos e vídeos
Operação Crypto cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins e em São Paulo, além de uma prisão em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de um investigado

Polícia Civil de Goiás, com o apoio do Núcleo de Criptoativos do Ministério da Justiça (MOSAICO/SEOPI/MJ), Polícia Civil de São Paulo e do Tocantins, deflagrou a "Operação Crypto", na último sábado (17), para investigar o sequestro de um emperesário alemão e da esposa que teveram R$ 50 milhões em bitcoin roubados durante sequestro, em Anápolis (55 km da Capital), em setembro de 2020.
A ação policial cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins e em São Paulo, além de uma prisão em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de um investigado.
A investigação começou em setembro de 2020, quando o casal foi sequestrado e obrigado a transferir 555 Bitcoins para contas dos criminosos, que operavam com núcleos estruturados em São Paulo e Goiás.
A pedido da polícia goiana, o Poder Judiciário bloqueou judicialmente 22 veículos e sequestrou 33 imóveis. Em valores, também foi deferido o bloqueio de cerca de R$ 1,2 milhão em contas bancárias.
O crime
O casal chegou em casa e logo foi abordado por criminosos, que colocaram o empresário e a esposa dentro de um veículo, ainda na garagem da residência, em Anápolis. O computador do casal foi roubado para fazer a transferência dos bitcoins. Assim que chegaram a um matagal, perto da Base Aérea da Aeronáutica, os sequestradores fizeram o pedido de resgate para própria vítima. Mas não foi dinheiro, carros, joias ou transferência bancária, eles pediram as criptomoedas.
“Ele me disse se fizer algo errado e se não digitar os códigos corretos, vou matá-lo na hora”, relembrou a vítima ao Fantástico.
Quatro horas depois no cativeiro, com a transferência concluída, o casal foi abandonado no local do cativeiro.
De acordo com o advogado, o empresário conheceu traders por meio de amigos próximos. Eles se encontraram depois em reuniões de negócios, em São Paulo. Para ele, foi proposto um investimento em aplicativos, em que ele teria que desembolsar US$ 3 milhões, mas preferiu não fazer o negócio.
Com certa proximidade, os investigados descobriram que o alemão tinha uma carteira grande de bitcoins e planejaram o sequestro, conforme explicou o advogado. Os investigados se dividiram em dois núcleos:
- Um organizado em São Paulo, que era o núcleo intelectual;
- Outro montado em Goiânia, que era o operacional e que realizou o sequestro e a transferência dos bitcoins.
- Ao todo, a polícia identificou 15 suspeitos, que estão sendo investigados, segundo o advogado.
“Eles pediram para gente abaixar a cabeça e cobriram. Paramos em frente a uma casa. Dois deles saíram, tiraram o computador e voltaram. E então dirigiram por mais ou menos 15, 20 minutos. E nós chegamos em algum lugar no meio do nada”, relatou o empresário.
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