Assassino de Luana Marcelo confessa morte de Thaís Lara, desaparecida há mais de dois anos
A menina estava desaparecida desde 2019 e como Luana Marcelo ela também era vizinha do homem

Reidimar Silva, 31 anos, que matou brutalmente a menina Luana Marcelo, estuprou o corpo da vítima e enterrou no quintal de casa, no Setor Madre Germana II, confessou, nessa terça-feira (10), ter assassinado Thaís Lara da Silva, 13, dada como desaparecida desde agosto de 2019. Na manhã desta quarta-feira (11), equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnico-Científica (PTC) fazem buscas na casa em que o acusado morava à época do desaparecimento, sendo mom mesmo setor, já qiue o assassino teria apontado onde o corpo foi jogado.
A tentativa de estupro e o assassinato de Luana Marcelo levou a Polícia Civil reabrir o inquérito envolvendo o desaparecimento de Thaís Lara da Silva. De acordo com a delegada Ana Paula Machado, do Grupo de Investigações de Desaparecidos (DIG), a apuração foi reaberta devido à semelhança dos casos.
As buscas pelo corpo de Thaís no antigo endereço do acusado começou no sábado (07). Nessa terça, Reidimar confessou ter assassinado a adolescente, que morava na mesma rua, relatou que jogou o corpo numa fossa e por cima entulhos e areia. Com a informação, os agentes voltaram ao endereço nesta quarta (11) e deram início aos trabalhos de escavação.
Entenda o caso
De acordo com a ocorrência, em 28 de agosto, a adolescente já havia retornado da escola e durante à tarde a tia a chamou para buscar a prima em um ponto de ônibus próximo à casa delas.
Thaís então decidiu andar pela feira que tinha próximo ao ponto de ônibus. Em determinado momento, a menina fez um sinal para que a tia esperasse que já voltaria. No entanto, a menor nunca mais foi vista.
A polícia deu início à apuração do caso, mas as buscas ficaram sem avanço por cerca de três anos e estava parado até Luana ser morta, o que apontou um novo caminho para soluciuonar o fato.
“Nós reabrimos o caso e vamos dar sequência na investigação porque à época do fato todas as diligências possíveis foram realizadas, mas a vítima não foi localizada. E agora, com esse caso da Luana, cujo realmente o modus operandi é bem parecido, voltamos a investigar. Ela morava inclusive no mesmo setor que o investigado, rua próxima, então possivelmente existem chances de ele ser a mesma pessoa que esteja relacionada ao desaparecimento dela”, explicou a delegada Ana Paula.
Reidimar, que tem passagem por estupro, está preso desde 29 de novembro de 2022 pelo homicídio de Luana. À época, o acusado negou ter matado Thaís. Agora, após a confissão e com a possibilidade de encontro do corpo, o acusado acumula os dois crimes.
Caso segue em investigação.
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Caso Luana Marcelo
Luana desapareceu após sair de casa para ir a uma padaria. Vídeos de câmeras de segurança mostram quando a garota passa por uma rua e, depois, volta com uma sacola na mão. Segundo a polícia, o suspeito confessou que convenceu a menina de entrar no carro dele dizendo que devia dinheiro para a mãe dela e que passaria a quantia.
Ainda segundo a polícia, Reidimar levou Luana para a casa dele, onde tentou estuprá-la. A polícia informou que chegou a constatar que ele tinha marcas de unhada no rosto e nos braços, feitos supostamente pela menina, durante uma tentativa de fugir dele.
Reidimar confessou aos policiais que matou Luana por enforcamento. Depois da morte, ele contou à PC que usou madeira e isopor para colocar fogo no corpo e enterrou a menina no quintal de casa, usando cimento, o que dificultou até mesmo que os cães farejadores descobrissem o corpo no local.
O corpo de Luana foi achado enterrado no quintal da casa de Reidimar no dia 29 de novembro, quando ele foi preso. No dia, ele contou à polícia que tentou estuprar Luana, mas ela resistiu. Por isso, ele enforcou a menina até a morte e a estuprou depois. Queimou o corpo dela, enterrou no quintal de casa e jogou cimento para dificultar as buscas da polícia.














