Vereadores pressionam BRK e Saneago por falhas em Aparecida
Sessão ordinária expõe extravasamentos, buracos sem reparo e bairros sem rede de esgoto; empresas prometeram soluções

A manhã desta quarta-feira (20/8) foi marcada por clima tenso na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia. Vereadores confrontaram representantes da BRK Ambiental e da Saneago durante a sessão ordinária, convocada após uma série de reclamações sobre a precariedade dos serviços de esgoto no município.
O diretor da BRK, Marcos Mendanha, apresentou números positivos, destacando que Aparecida teria alcançado a universalização do esgoto 11 anos antes do prazo legal, colocando a cidade em 6º lugar no ranking nacional de saneamento. Segundo ele, já foram investidos R$ 1,2 bilhão desde 2013, com uso de tecnologias modernas, como robôs para monitoramento da rede. Mendanha ainda convidou os parlamentares a conhecerem a estrutura operacional da empresa.
Já o representante da Saneago, Hugo Goldfield, admitiu falhas contratuais e disse que o compromisso da companhia é corrigir os problemas, reforçando que o 0800 da Saneago deve ser o principal canal de atendimento à população.
Apesar das justificativas, os vereadores não aliviaram. Cristiano Zói questionou a universalização, apontando setores ainda sem rede de esgoto. Isaac Martins, Rosinaldo Boy e Olair Silva exibiram vídeos de esgoto a céu aberto em diferentes bairros, cobrando revisão do contrato. Mazinho Baiano, Lipe Gomes e Tales de Castro exigiram fiscalização mais dura da AGR e respostas por escrito da BRK, com mapas, cronogramas de obras e detalhes sobre investimentos.
Outros parlamentares, como Ataídes Neguinho e Dieyme Vasconcelos, foram além: defenderam maior envolvimento de órgãos ambientais e até mesmo a possibilidade de rescisão contratual caso os problemas persistam. Também houve cobranças por multas e mais transparência na divulgação dos dados.
A sessão deixou claro que a paciência dos vereadores com as concessionárias chegou ao limite. A promessa das empresas é de melhorar a comunicação e acelerar as soluções, mas a pressão política e social sobre o serviço de saneamento em Aparecida segue aumentando.













