TSE libera até R$ 17,3 milhões para campanha ao Governo de Goiás
Justiça Eleitoral define teto de despesas para a disputa ao Palácio das Esmeraldas. Valor é apenas o limite permitido e não significa que os candidatos receberão esse montante dos partidos

Daniel Vilela (MDB), que buscará a reeleição, Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis César Bueno (PT).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o tamanho máximo das campanhas para o governo de Goiás nas eleições deste ano. Em decisão divulgada nesta terça-feira (21), a Corte estabeleceu que cada candidato poderá gastar até R$ 17,3 milhões na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. O valor será dividido entre R$ 11,5 milhões no primeiro turno e outros R$ 5,7 milhões, caso a eleição seja decidida em segundo turno.
Na corrida pelo comando do Estado, pelo menos cinco pré-candidatos já aparecem no cenário político. Entre os principais nomes estão o governador Daniel Vilela (MDB), que buscará a reeleição, Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis César Bueno (PT). As candidaturas, no entanto, ainda dependem da oficialização nas convenções partidárias.
Apesar do teto milionário autorizado pelo TSE, isso não significa que os concorrentes terão acesso a todo esse dinheiro. O valor divulgado representa apenas o limite máximo de despesas permitido pela legislação eleitoral. Na prática, os recursos dependerão da distribuição feita pelas direções nacionais dos partidos, que costumam privilegiar candidatos considerados mais competitivos e com maiores chances de avançar ao segundo turno.
No caso de Daniel Vilela, o teto de R$ 17,3 milhões corresponde a cerca de 4% dos aproximadamente R$ 400 milhões que o MDB terá disponíveis no Fundo Eleitoral para as eleições deste ano.
Já para Wilder Morais, do PL, esse valor representa menos de 2% dos quase R$ 890 milhões destinados ao partido. Marconi Perillo poderá, em tese, utilizar um montante equivalente a quase 12% dos R$ 147,8 milhões que serão repassados ao PSDB. O petista Luis César Bueno, por sua vez, teria como limite um valor correspondente a 2,8% dos R$ 615,3 milhões que o PT receberá do Fundo Eleitoral.
O cálculo do limite de gastos leva em consideração o tamanho do eleitorado de cada estado. Em Goiás, segundo o TSE, cerca de 5 milhões de eleitoras e eleitores estarão aptos a votar neste ano. O número representa uma redução de quase 50 mil pessoas em relação às eleições de 2024, quando o estado contabilizava 5,1 milhões de eleitores, uma queda de aproximadamente 0,91%.
Além da disputa pelo governo estadual, o TSE também definiu os tetos para outras campanhas. Os candidatos ao Senado poderão gastar até R$ 4,4 milhões. Na eleição proporcional, o limite será de R$ 3,1 milhões para candidatos à Câmara dos Deputados e de R$ 1,2 milhão para quem disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás.














