Servidor da Alego cai em operação milionária da Comurg; veja nome
Assessor comissionado da Alego, Jalles Ferreira foi preso na Operação Pacto Oculto, que investiga suposto esquema de “rachadinha” em acordos extrajudiciais da Comurg; prejuízo apurado chega a R$ 13 milhões

Jalles ocupava desde fevereiro deste ano um cargo na Assessoria Técnica de Almoxarifado da Alego.
Alego
Assessor comissionado da Alego, Jalles Ferreira preso na Operação Pacto Oculto, que investiga suposto esquema de “rachadinha” em acordos extrajudiciais da Comurg, com prejuízo apurado que chega a R$ 13 milhões, foi exonerado, ainda nesta quinta-feira (21), pelo residente da Casa, Bruno Peixoto.
Polícia Civil investiga um suposto esquema milionário de fraudes dentro da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A principal linha da investigação aponta que um grupo teria articulado acordos extrajudiciais suspeitos e exigido parte do dinheiro pago a servidores beneficiados.
Jalles ocupava desde fevereiro deste ano um cargo na Assessoria Técnica de Almoxarifado da Alego, com salário de R$ 3,85 mil. Antes disso, ele havia atuado como auxiliar da Assessoria Jurídica da Comurg até janeiro de 2025. A exoneração foi determinada poucas horas após a prisão dele, colocando um servidor ligado ao Legislativo estadual no centro da investigação.
Além de Jalles, também foram presos temporariamente o ex-chefe do Departamento Jurídico da Comurg, Márcio Antunes Porfírio, e o ex-auxiliar operacional Emerson Marques Brito. Os três são apontados pela Polícia Civil como integrantes do núcleo investigado.
A Operação Pacto Oculto foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap). Ao todo, foram cumpridas 55 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, prisões temporárias, afastamentos de servidores, quebras de sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio de aproximadamente R$ 3 milhões em bens e valores.
Segundo a investigação, o suposto esquema funcionava por meio de acordos extrajudiciais firmados entre a Comurg e servidores que reivindicavam diferenças salariais e compensações por alegado desvio de função. A polícia afirma ter encontrado indícios de tramitação acelerada dos processos, ausência de autorizações formais e falta de documentos que comprovassem os pagamentos.
A apuração aponta ainda que servidores ligados aos setores jurídico e de protocolo teriam facilitado a liberação dos acordos e, em troca, exigido até 60% dos valores pagos aos beneficiários — prática investigada como uma espécie de “rachadinha”.
Os investigadores calculam que, entre 2022 e 2024, foram firmados 35 acordos extrajudiciais que movimentaram cerca de R$ 13 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em Goiânia, Trindade e Aparecida de Goiânia. Agora, celulares, documentos e materiais apreendidos passarão por perícia para detalhar como o suposto esquema teria operado dentro da companhia.
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A defesa dos três presos, representada pelo advogado Diogo Mota, informou que ainda não teve acesso integral ao inquérito e afirmou que deve protocolar pedido de habeas corpus ainda nesta quinta-feira.
Em nota, a defesa declarou que “está adotando todas as providências jurídicas cabíveis para assegurar a plena observância das garantias constitucionais e do devido processo legal”. O advogado também afirmou que não fará comentários sobre o conteúdo da investigação neste momento “em respeito à determinação judicial e à preservação da própria apuração”.
A defesa ainda ressaltou que a prisão temporária é uma medida “excepcional e extrema” e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos, reforçando que os investigados têm direito à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa.
*Com informações de O Popular
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