Republicanos desmente apoio a Flávio e frustra planos da pré-campanha
Marcos Pereira afirmou que não conversa com Flávio há mais de um mês e classificou as tratativas entre o partido e o pré-candidato como inconclusivas.

Segundo ele, o Republicanos iniciou consultas às bancadas, executivas estaduais e apoiadores para definir o posicionamento.
Agência Senado
O Republicanos divulgou uma nota oficial neste domingo (12) para desmentir informações de que já teria fechado apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A legenda também negou que tenha negociado a indicação do presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (SP), para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) como contrapartida para a aliança.
No comunicado, Marcos Pereira afirmou que não conversa com Flávio Bolsonaro há mais de um mês e classificou as tratativas entre o partido e o pré-candidato como "inconclusivas". Segundo ele, o Republicanos iniciou consultas às bancadas, executivas estaduais e apoiadores para definir o posicionamento da sigla nas eleições, ressaltando que a decisão será tomada apenas durante a Convenção Nacional da legenda.
Apesar de afastar um eventual acordo com Flávio Bolsonaro, o partido também destacou que não pretende apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
A nota foi divulgada após a publicação de informações de que o Republicanos já teria acertado apoio à candidatura do senador e que o entendimento envolveria a indicação de Marcos Pereira ao STF. A legenda negou qualquer negociação nesse sentido.
Os bastidores
Nos bastidores, dirigentes do Republicanos avaliam que a pré-campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades. De acordo com apuração, uma pesquisa interna apresentada durante reunião da cúpula do partido apontou desempenho considerado insatisfatório do senador na corrida presidencial.
O levantamento também teria indicado um desgaste da imagem do bolsonarismo em diferentes regiões do país e mostrado que Flávio Bolsonaro é menos identificado pelo eleitorado como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro do que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ainda segundo integrantes da legenda, a pesquisa apontou que os recentes conflitos públicos envolvendo Michelle Bolsonaro e as controvérsias relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro contribuíram para ampliar o desgaste da pré-candidatura do senador.
As informações reforçam o cenário de dificuldade enfrentado por Flávio Bolsonaro na busca por alianças partidárias. Nos últimos dias, lideranças do União Brasil e do Progressistas (PP) também sinalizaram que não pretendem apoiar a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.
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