"Quem pariu Vorcaro que o embale, comigo não tem nada", diz Ronaldo Caiado; veja vídeo
O caso citado por Caiado se refere às investigações da Polícia Federal que atingem o empresário Daniel Vorcaro.

O governador reforçou que pretende seguir com sua agenda política e pré-campanha presidencial
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), adotou um tom de distanciamento em relação aos escândalos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, e afirmou que não há qualquer relação de sua parte com os fatos investigados. “O cidadão pode ficar tranquilo. Não tem nada comigo. Quem tem que se preocupar é quem está envolvido”, afirmou.
O caso citado por Caiado se refere às investigações da Polícia Federal que atingem o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, alvo de uma série de fases da Operação Compliance Zero desde 2025. As apurações envolvem suspeitas de crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, segundo informações já divulgadas pela PF e por investigações em curso. Vários políticos, como o também pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), foram envolvidos.
O governador reforçou que pretende seguir com sua agenda política e pré-campanha presidencial, destacando que não irá interromper suas atividades em razão das investigações que envolvem o caso. “Eu vou tocar a minha campanha. Cada um que se explique. Quem pariu que embale”, disse Caiado.
“Um candidato à Presidência da República não tem direito sequer à presunção de inocência… Ele tinha que chegar lá em condições de enfrentar o debate”, afirmou.
Contexto do caso Vorcaro
Daniel Vorcaro foi um dos principais alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema financeiro envolvendo o Banco Master. As fases da operação resultaram em prisões, bloqueio de bens e aprofundamento de investigações sobre movimentações financeiras e possíveis crimes contra o sistema financeiro.
As apurações continuam sob sigilo em diferentes frentes e já tiveram novos desdobramentos ao longo de 2025 e 2026, incluindo medidas cautelares e análises de vínculos empresariais. Até o momento, não há registros oficiais de investigação envolvendo diretamente o governador de Goiás no caso.
As declarações de Caiado ocorrem em meio ao aumento da repercussão política do episódio, que ganhou espaço no debate público e passou a ser citado em discussões sobre o cenário eleitoral de 2026.














