PT quer barrar aproximação do PDT com Marconi em Goiás e deve oferecer vice
Movimento do PT mira segurar o PDT na base da Frente Progressista e impedir avanço de conversa com o PSDB às vésperas da disputa pelo Palácio das Esmeraldas

A articulação começou a ganhar força nos bastidores da política goiana em meio ao avanço de diálogos entre o PDT e setores do PSDB.
O cenário político em Goiás ganhou novos contornos nos bastidores após o Partido dos Trabalhadores avaliar a possibilidade de oferecer a vaga de vice na chapa do pré-candidato ao governo Luis César Bueno ao Partido Democrático Trabalhista. A movimentação é vista como uma tentativa de segurar o partido na base aliada e frear uma possível aproximação com o Partido da Social Democracia Brasileira do ex-governador Marconi Perillo. Enquanto isso, lideranças pedetistas admitem conversas com os tucanos e não descartam novos caminhos para a disputa estadual.
A articulação começou a ganhar força nos bastidores da política goiana em meio ao avanço de diálogos entre o PDT e setores do PSDB. Atualmente, os pedetistas integram a Frente Progressista liderada pelo PT em Goiás, mas já sinalizam que podem rever a composição.
Segundo aliados, o movimento do PT seria uma forma de “travar” a debandada e reforçar a unidade da base em torno de Luís César Bueno, nome já colocado como pré-candidato ao governo estadual.
Em meio às conversas, o próprio Luís César confirmou que a possibilidade de composição com o PDT existe, mas tratou o assunto com cautela. Ele afirmou que a ideia “está na mesa”, embora tenha destacado que ainda não há qualquer definição fechada sobre alianças ou formação de chapa.
Nos bastidores, um dos nomes que aparece como possível indicado para a vaga de vice é o de Carlos Mundim, que atualmente também se coloca como pré-candidato ao Senado. A eventual escolha, no entanto, ainda depende de negociações internas e do desfecho das conversas com o PDT.
Enquanto isso, o PDT mantém diálogo aberto com diferentes campos políticos e avalia cenários para a disputa eleitoral em Goiás, incluindo a possibilidade de apoio a Marconi Perillo, o que poderia redesenhar parte do tabuleiro político no estado.
Nos bastidores, a leitura é de que a decisão sobre alianças pode ser determinante para o equilíbrio de forças na corrida pelo Palácio das Esmeraldas, tornando a disputa por partidos e palanques tão importante quanto a própria pré-candidatura ao governo.














