Policarpo usa economia da Câmara no futebol, salva ambulantes e põe mil crianças na escola
Com um pacote de R$ 5,5 milhões para os clubes goianos, o presidente da Câmara de Goiânia garantiu a regularização do comércio de rua nos estádios e exigiu vagas sociais em escolinhas de futebol como contrapartida.

Decisões inéditas tomadas pelo vereador Romário Policarpo (Cidadania) durante seus três mandatos e quatro biênios como presidente da Câmara de Goiânia para consolidar o futebol goiano na elite do esporte têm demonstrado ser uma ferramenta importante de fomento social. Inicialmente, olhado com desconfiança, principalmente pela oposição, Policarpo não hesitou em criar leis e destinar mais de R$ 5,5 milhões aos clubes da elite: Vila Nova, Goiás e Atlético Goianiense, transformando o esporte em uma ferramenta direta de sobrevivência econômica para trabalhadores informais e de inclusão social para a juventude da periferia.
O Popular

O impacto dessa articulação se reflete em duas frentes principais que mudaram o dia a dia da cidade. Para proteger o sustento das famílias que dependem do comércio informal, Romário Policarpo liderou a interlocução entre a Prefeitura de Goiânia, as diretorias dos clubes e os vendedores ambulantes.
O impasse histórico com a fiscalização foi resolvido com a autorização e organização oficial das atividades nas imediações de arenas importantes, como o Estádio Hailé Pinheiro (Serrinha), do Goiás, e o Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), do Vila Nova. A medida garantiu que os trabalhadores pudessem faturar de forma digna e segura nos dias de partidas.
Na esfera social, ao incluir os times da capital nos programas municipais de refinanciamento de dívidas tributárias, o vereador exigiu uma contrapartida obrigatória: os clubes precisaram abrir vagas gratuitas em suas escolinhas de futebol para crianças carentes. A iniciativa gerou 1.000 vagas imediatas.
Para assegurar o futuro desses jovens, o parlamentar também firmou um convênio entre o Vila Nova e o Sistema Fecomércio (Sesc/Senac), que oferece cursos gratuitos de qualificação profissional em áreas como inglês, espanhol, oratória e meios digitais.

Para sustentar essa cadeia que impulsiona o turismo e o comércio local — setores que, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ajudam a movimentar parte dos mais de 370 mil empregos do futebol no país —, o vereador estruturou um pacote de patrocínio de R$ 5,5 milhões.
Os recursos são frutos de economias reais dos orçamentos da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa (Alego), distribuídos para fortalecer o futebol goiano no cenário nacional. Tudo foi muito bem dividido para que todos os clubes fossem atendidos:
R$ 1,5 milhão para o Vila Nova investir na busca pelo acesso;
R$ 1,5 milhão para o Goiás focar no retorno à Série A;
R$ 1,5 milhão para o Atlético Goianiense reforçar sua estrutura;
R$ 500 mil destinados ao Anápolis na disputa da Série C;
R$ 250 mil para cada equipe goiana que compete na Série D.
Embora o repasse de verbas públicas ao futebol profissional frequentemente divida opiniões na sociedade, a gestão da Câmara Municipal defende o modelo, apontando que o dinheiro não sai de impostos emergenciais, mas sim do caixa economizado do próprio bolso do Legislativo.

O investimento se justifica legalmente por estar diretamente amarrado a obrigações sociais rígidas, garantindo que o fortalecimento dos grandes times retorne para a população na forma de crianças assistidas em projetos sociais e pais de família trabalhando livremente nas ruas.
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