Paulo Henrique da Farmácia permanece no cargo e garante "usar todos os recursos cabíveis"
O vereador lembrou que o ministro Ricardo Lewandowski, que antecedeu Nunes Marques, havia sido favorável à manutenção do mandato

Após anúncio da decisão do ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), favorável à cassação da chapa de vereadores do PTC em Goiânia, por suposta fraude na cota de gênero durante as eleições de 2020, o vereador Paulo Henrique da Farmácia (Agir), que pertenceu ao partido e teve o mandato cassado, se disse "tranquilo" e afirmou que entrará com todos os recursos cabíveis para reverter a situação no Tribunal.
"A gente acredita, sim, na lisura da eleição, na lisura do do nosso partido. E, como já foi definido com outro ministro, Lewandowski, que não houve nenhuma fraude em relação à cota de gênero, a gente está muito tranquilo, porque cabe recurso ainda. E os advogados estão trabalhando para que a gente possa permanecer no mandato e continuar trabalhando por Goiânia", declarou.
O vereador lembrou que o ministro Ricardo Lewandowski, que antecedeu Nunes Marques, havia sido favorável à manutenção do mandato. "Não é uma decisão natural um ministro ir contra o outro ministro e a gente vai usar todos os recursos cabíveis com os nossos advogados pra reverter isso no Tribunal", argumentou.
Mesmo com a decisão proferida pelo ministro, que pede a recontagem dos votos e a cassação do diploma dos candidatos vinculados, Paulo Henrique da Farmácia afirmou que continuará no mandato enquanto seus advogados tomam providências. "O nosso mandato ainda permanece dentro da Câmara Municipal. E agora, cabe aos nossos advogados entrarem com os agravos. Aí a gente vai acompanhando pra ver os resultados posteriores", declarou.
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Entenda o caso
A medida atende a uma solicitação do Partido dos Trabalhadores (PT) contra a decisão anterior do então ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou. Ele havia mantido a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) negando a cassação.
A anulação da chapa do PTC tira o mandato de Paulo Henrique da Farmácia, abrindo espaço para que o suplente Markim Goyá (Patriota) assuma o cargo após a recontagem dos votos.
Outros três vereadores também foram citados como possíveis cassados. São eles Léo José (PSC), Pastor Wilson (PMB) e Edgar Duarte (PMB).
É a segunda vez que a Justiça Eleitoral derruba a chapa de vereadores da Câmara de Goiânia. Neste ano, Marlon Teixeira, do Cidadania, Bruno Diniz e Santana Gomes, do PRTB, também perderam seus cargos devido a uma fraude na cota de gênero.












