Para atacar Caiado, PT tenta usar Justiça para sabotar obras de R$ 1,7 bilhão em Goiás
Medida é vista como retaliação política ao pré-candidato à presidência, o governador Ronaldo Caiado, que acionou STF semana passada para receber da União mais de R$ 1,2 bilhão em repasses atrasados

O PT, partido do presidente Lula, decidiu comprar uma briga e arcar um com desgaste político desnecessário em Goiás, onde já é muito mal avaliado, e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o modelo goiano de obras com recursos do Fundeinfra — fundo abastecido pela chamada taxa do agro. A medida é vista como retaliação política ao pré-candidato à presidência da República, governador Ronaldo Caiado (UB), que cobra na Justiça mais de R$ 1,2 bilhão em repasses atrasados da União nos últimos três anos na área da Saúde.
Na ação, o PT pede a suspensão das parcerias público-privadas que viabilizam R$ 1,7 bilhão em obras rodoviárias conduzidas pelo Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag). O partido alega que o modelo fere princípios constitucionais e permite “contratação direta fora das balizas concorrenciais”.
A questão é que a medida do diretório nacional do PT, ao tentar prejudicar o governador, que será concorrente direto na disputa ao Palácio do Planalto no próximo ano, pode prejudicar diretamente o setor produtivo, sacrificando o desenvolvimento regional para retaliar o governador. É bom lembrar que Goiás e o agro são uns dos principais motores da economia brasileira e, claro, ajuda manter o superávit da balança comercial.
Por outro lado, a Procuradoria-Geral do Estado afirma ter plena segurança jurídica no modelo e aguarda notificação oficial do STF.
As informações sobre a decisão do PT são do Jornal O Popular.












