Novo Hugo pode vir com aparelhos milionários e desconto de R$ 20 milhões na compra
Negociação entre o Governo de Goiás e a Oncoclínicas pode chegar a R$ 500 milhões e inclui equipamentos de alta tecnologia, como aparelhos de ressonância magnética, tomografia e ultrassom

Se o Estado conseguir quitar o valor à vista, o preço final poderá cair em cerca de R$ 20 milhões.
O Governo de Goiás negocia a compra da futura sede do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), no Conjunto Fabiana, em Goiânia, em um pacote que vai além do prédio. A transação, que pode alcançar R$ 500 milhões, também prevê a inclusão de equipamentos hospitalares de alta complexidade e ainda pode render um desconto de R$ 20 milhões caso o pagamento seja feito à vista.
A negociação envolve o imóvel pertencente ao grupo Oncoclínicas e inclui, além da estrutura física, dois aparelhos de ressonância magnética, dois tomógrafos computadorizados e seis aparelhos de ultrassom que atualmente seriam utilizados pela empresa.
Os equipamentos representam uma economia significativa para o Estado. Cada aparelho de ressonância magnética e de tomografia custa mais de R$ 1 milhão quando adquirido separadamente. Já os aparelhos de ultrassom podem chegar a R$ 100 mil por unidade.
Além dos equipamentos de imagem, o pacote também contempla salas já estruturadas para procedimentos de endoscopia e colonoscopia, embora esses espaços ainda não contem com todos os aparelhos necessários para funcionamento.
Apesar disso, a negociação ainda não está fechada. A lista de equipamentos pode sofrer alterações até a conclusão do acordo, com a inclusão ou retirada de itens conforme o andamento das tratativas entre as partes.
Outro ponto em discussão é a forma de pagamento. Se o Estado conseguir quitar o valor à vista, o preço final poderá cair em cerca de R$ 20 milhões, reduzindo o custo da operação para pouco mais de R$ 480 milhões.
Essa possibilidade, porém, dependeria da conclusão da operação de crédito solicitada pelo governo estadual junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Mesmo assim, o governador Daniel Vilela afirmou que não condiciona a compra ao financiamento. Segundo ele, o Estado possui recursos próprios suficientes para adquirir o imóvel, sem depender da liberação do crédito pelo banco.
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