Motta pode ignorar bancada feminina e acena ao PL com relatoria de “projeto polêmico"
Deputadas progressistas pressionam pela permanência de Sâmia Bomfim na relatoria, mas presidente da Câmara pode escolher nome conservador e ampliar crise entre bancadas

Em 23 de março de 2026, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pode desconsiderar a bancada feminina ao escolher a relatoria da proposta que institui o Dia Nacional do Nascituro. O requerimento de urgência para a tramitação do projeto foi aprovado na semana passada, gerando descontentamento entre as deputadas do campo progressista.
As parlamentares estavam ausentes durante a votação, pois participavam de uma mobilização na Comissão em Defesa do Direito da Mulher. O foco era apoiar a deputada Érika Hilton, alvo de ataques transfóbicos. A votação do requerimento foi realizada de maneira pouco transparente, o que irritou ainda mais o grupo.
As deputadas contrárias ao projeto se reuniram com a coordenadora da bancada feminina, Jack Rocha. Elas solicitaram que Rocha recomendasse a Hugo Motta a manutenção da deputada Sâmia Bomfim na relatoria da matéria. Sâmia Bomfim é uma crítica da proposta.
Por outro lado, a proposta é apoiada pela oposição e sua aprovação seria vista como um gesto de Hugo Motta em direção ao PL. O partido, que tem desconfiado das recentes aproximações do presidente da Câmara com o Palácio do Planalto, observa atentamente essa situação.
As deputadas progressistas temem que Motta não atenda ao pedido da bancada feminina e escolha uma parlamentar conservadora para a relatoria. Essa escolha pode influenciar a tramitação do projeto, que já é controverso.
A situação reflete a tensão entre os grupos no Congresso. O desenrolar dessa questão pode impactar não apenas a votação do Dia Nacional do Nascituro, mas também o relacionamento entre as bancadas e a liderança de Hugo Motta.













